Kamila Farias
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Mesmo tendo apresentando melhora discreta no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), as escolas públicas do Distrito Federal não ocupam as primeiras posições do ranking, principalmente no indicador do 3º ano do Ensino Médio, onde está na 11ª posição. Na 8ª série (9° ano), obteve o sétimo lugar, com índice de 3,9, na mesma posição na avaliação da 4ª série (5º ano), com 4,9.
Apesar da classificação, o DF melhorou em relação aos próprios desempenhos. A avaliação da 4ª séria (5º ano) foi de 4,3 em 2007 e 4,9 em 2009. O índice da 8ª série (9º ano) registrou aumento, passando de 3,5, em 2007, para 3,9 em 2009. Já o Ideb do 3º ano do Ensino Médio ficou com 3,2 nas duas últimas avaliações.
É exatamente o Ensino Médio que preocupa diretores de escolas, alunos e especialistas. Maria Mikaele Ribas, aluna do 1º ano do Centro Educacional 03 de Brazlândia, cursou o Ensino Fundamental em outra escola e sente dificuldades. “É diferente. São mais professores, mais conteúdos e não sinto preparação, devido à falta de professores. Outras escolas já estão chegando no segundo bimestre e aqui, nada”, diz.
Segundo o professor de Pesquisa da Educação da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Bareicha, a situação do Ensino Médio no DF está estagnada, precisando de mudanças que capacitem para o vestibular.
“Hoje, tem o ingresso dos alunos de escola pública nas universidades por meio do Enem. Mas o problema é que não é uma prova de admissão, e sim, de conhecimento. O exame tem facilidade maior que o vestibular, e isso faz com que os alunos tirem notas altas, o que não quer dizer que o Ensino Médio esteja bom. Continua como há alguns anos.”
Gargalo
Ele diz que é necessário investir na transição do Ensino Fundamental para o Médio, para que os alunos estejam preparados. “Tem gargalo para o Ensino Médio, não há preparo. Está mais tranquila a passagem para o Ensino Superior. Tem de preparar os alunos com antecedência, como fazem com o vestibular”, fala.
É preciso aproveitar espaços das escolas, para incentivar os alunos. “Os problemas estruturais das escolas permanecem. Tem muitas com espaços úteis e vazios onde poderiam ter quadra de esporte, auditório ou outra finalidade educativa.”
É o que pede o diretor do Centro Educacional da Asa Norte (Cean), Hamilton Paz. “Estamos precisando de melhorias. Falta quadra coberta, auditório, laboratórios e internet. Para turmas de Ensino Médio, isso é fundamental. A gente vai dando um jeitinho e consegue começar o ano, mas…”, confessa.
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