Da Redação
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APolícia desarticulou uma célula de uma organização criminosa com atuação nos presídios de São Paulo, que pretendia se organizar no Distrito Federal e na Região Metropolitana do DF. Quatro pessoas, entre elas uma mulher que é apontada como líder do esquema, foram presas por investigadores da Coordenação Antidrogas (Cadi) da Polícia Civil. Mais de quatro toneladas de maconha, que seria do grupo, foram apreendidas no ano passado.
O grupo atuava em Sobradinho I e II e Planaltina de Goiás. Comercializava principalmente maconha, mas também estava envolvido com tráfico de cocaína e haxixe. J.C.S., de 50 anos, era, segundo a polícia, quem organizava o grupo. Moradora em Sobradinho, havia se mudado para uma bela casa em Planaltina de Goiás. No endereço funcionava o “quartel general” da organização, que pretendia recrutar criminosos do sistema semiaberto do Centro de Progressão Penitenciário (CPP).
A mulher frequentava igrejas, não tinha antecedentes criminais e era considerada acima de qualquer suspeita. Ela ficava responsável por cadastrar os novos membros da organização criminosa. As fichas eram enviadas para serem avaliadas em São Paulo. Se o integrante fosse selecionado, era admitido em um suposto cerimonial. Na “cerimônia” era obrigado a ler o estatuto da organização e fazer o juramento.
A investigação que desarticulou o grupo começou há três meses. Durante esse período, investigadores liderados pelo delegado Ricardo Martirena, diretor da Cadi, apreenderam documentos, filmaram reuniões e interceptaram, com autorização da Justiça, conversas telefônicas dos criminosos e descobriram todo o esquema, integrado por traficantes de drogas, assaltantes de bancos e assassinos.
De acordo com Martirena, a polícia teve que prender os suspeitos antes que o grupo se instalasse. Além da mulher, foram presos, também, o companheiro dela, E.S.R., L.P.P., e o genro da líder, P.S.. Segundo a polícia, cada um desempenhava uma missão na organização.
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