A polícia prendeu, nesta sexta-feira (18), sete pessoas acusadas de serem membros de umas das principais quadrilhas de tráfico de drogas do DF. Outros dois integrantes do grupo já haviam sido capturados em setembro e outubro. De acordo com os oficiais, o chefe do bando era um rapaz tetraplégico que coordenava as ações através de celulares sem precisar levantar-se de sua cama. As apreensões fizeram parte da Operação Catedral, que levou aproximadamente quatro meses de investigações e recebeu esse nome devido ao nome de cunho religioso do “cabeça” dos acusados.
O delegado-chefe da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), João Carlos Lóssio, do Departamento de Polícia Especializada (DPE), informou que a quadrilha mantinha negócios no Paranoá, São Sebastião, Santa Maria, Gama e Varjão e comercializava, além de crack, cocaína e maconha, armas de fogo. A polícia ainda informou que o grupo era procurado por gangues e outras quadrilhas do DF e realizava empréstimos, lucrando, em média, R$ 40 mil por semana.
O líder deficiente físico foi encaminhado para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e será, posteriormente, transferido para o Complexo da Papuda. Aparelhos celulares e carros também foram apreendidos com os suspeitos.