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Brasília

Protesto por melhorias no transporte público fecha BR-020

Arquivo Geral

24/11/2011 7h35

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Cerca de cem moradores das estâncias Nova Planaltina e Mestre D’Armas interditaram os dois sentidos da BR-020 com barreiras de pneus e galhos em chamas, em protesto contra a falta de ônibus naquelas localidades. Os usuários que dependem do transporte público sofrem com as condições dos veículos coletivos. A situação se agrava quando o número de ônibus em circulação no Distrito Federal é menor que a demanda.

 

 

Segundo uma das manifestantes, Jussania Andrade, 31 anos, o problema é o número reduzido da frota. Ela diz que os usuários já procuraram a Administração de Planaltina para resolver a situação, mas nenhuma medida foi tomada. “A única linguagem que entendem é o protesto e fechamento do trânsito.”

 

 

Moradora da Estância Mestre D’Armas, Jussania disse que ontem apenas dois ônibus circulavam. Segundo ela, após uma manifestação, há três meses, uma frota de dez veículos  entrou em operação, contudo, no decorrer do tempo, foram sendo reduzidos. “Diminuíram para oito, quatro e agora são dois.”

 

 

De acordo com a manifestante, o Secretário de Transporte, José Walter Filho, disse que a secretaria estudaria a situação e a partir de segunda-feira  colocaria mais ônibus para circular em Planaltina. Ela diz que, se a situação não for resolvida, haverá  uma nova manifestação.

 

 

Providências

 

A rodovia só foi desobstruída após a chegada do diretor-geral do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Marco Antônio Campanella. Ele disse que pretende fazer uma reunião de emergência para verificar se a empresa tem frota reserva em condições operacionais para atender Planaltina.

 

 

Campanella garantiu que a Secretaria de Transportes do DF e o DFTrans farão o reforço com outras linhas para substituir os veículos da  Cooperativa dos Profissionais Autônomos de Transporte de Samambaia (Coopatram), que operava naquela região com 80 ônibus. No entanto, ele explicou que o processo não pode ser feito de imediato. “Só podemos substituir após a conclusão de falência da Coopatram”, esclareceu. 

 

 

Leia mais na edição impressa desta quinta-feira (24) do Jornal de Brasília.

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