Carolina Tulim
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Mulheres que possuem próteses de silicone da marca francesa Poli Implant Prothese (PIP) e da holandesa Rofil sem a ocorrência de ruptura estão preocupadas. Isso porque as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para tratamento destas pacientes não preveem a substituição das próteses mamárias, mas apenas o acompanhamento médico periódico a cada três meses.
Caso da psicóloga Clara Magali da Silva Neiva Perigaud, 58 anos, que possui uma prótese da marca PIP desde 2009. “Não houve rompimento, porém o mal-estar e a angústia por estar com um material impróprio no organismo são enormes. Quando optei pela marca francesa, recebi a orientação de que se tratava da melhor disponível no mercado. Esta situação trouxe insegurança. Me sinto como se estivesse com uma bomba-relógio prestes a explodir”, lamenta.
A psicóloga contactou a Anvisa por quatro vezes nos últimos 15 dias. Só ontem obteve resposta. “A agência alega que a indicação de substituição das próteses não é universal, sendo restrita aos casos de ruptura. Afirma ainda que, neste momento, não é possível concluir que as próteses das duas marcas rompem-se com mais facilidade que as demais. Para tanto, a Anvisa realizará estudo amostral. Enquanto isso, as pacientes sofrem com a insegurança sem poder contar com qualquer tipo de acompanhamento psicológico”, conta.
Plano de saúde
Clara também tentou viabilizar a troca da prótese por meio de seu plano de saúde, mas o pedido foi negado por se tratar de um implante de caráter estético e por não ter havido o rompimento. “Fui pessoalmente até a operadora, mas o procedimento só pode ser realizado mediante novo pagamento. Quando fiz o implante, eu estava em condição financeira melhor, agora não posso arcar com uma nova cirurgia”, diz.
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