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Brasília

Projeto Rodofauna monitora atropelamentos de animais no cerrado

Arquivo Geral

12/08/2010 10h08

A Diretoria Regional de Ensino de Samambaia realiza quinta-feira (12), das 8h30 às 17h30, o IV Seminário de Gestão Pedagógica no Núcleo Rural de Taguatinga Número 2, Sítio Gerânium. O evento faz parte do programa de educação continuada da DRE e é direcionado a diretores, coordenadores, assistentes e supervisores pedagógicos da rede de ensino local.

 

Observar atentamente as estradas e a paisagem – às margens das rodovias que circundam importantes unidades de conservação ambiental do Distrito Federal – à procura de animais atropelados faz parte da rotina da equipe do projeto Rodofauna, desenvolvido pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram). A bordo de um veículo que não ultrapassa os 40 quilômetros por hora, a equipe trabalha com o auxílio de binóculo, máquina fotográfica e equipamento de georreferenciamento, o GPS. Todos os dados são registrados para posterior análise.

 

O Rodofauna – Monitoramento da Fauna Silvestre Atropelada – percorre, duas vezes por semana, 140 quilômetros na Reserva da Biosfera do Cerrado. O estudo compreende a Estação Ecológica de Águas Emendadas, o Parque Nacional de Brasília, a Reserva Ecológica do IBGE, a Estação Ecológica do Jardim Botânico de Brasília e a Fazenda Água Limpa da UnB.

 

Mensurar o impacto ambiental causado pelos atropelamentos de animais silvestres contribui para a identificação de pontos críticos e adoção de medidas preventivas e educativas. O projeto começou a ser desenvolvido em fevereiro deste ano e, atualmente, conta com uma equipe de cinco servidores.

 

 Dados do relatório preliminar do projeto mostram que, de fevereiro a junho de 2010, foram registrados 141 atropelamentos, dos quais 26% aconteceram com animais domésticos – como cachorros, gatos e pombos. Entre os animais silvestres atropelados – 104 no total – 43,3% eram aves, 33,7% répteis e 23% mamíferos. Raposa, quati, saruê, furão, veado catingueiro, coruja, gavião carijó, jiboia, cascavel, cobra cipó e lobo-guará – espécie ameaçada de extinção – foram alguns dos animais encontrados pela equipe do Rodofauna.

 

 A ideia é publicar relatórios semestrais com a descrição dos resultados gerais encontrados. Ao final do projeto, que terá duração de um ano, será elaborado o mapa de incidência de atropelamentos nas diferentes unidades de conservação. Os resultados obtidos irão nortear a promoção de ações – como blitz educativa – e que, em parceria com o Ibama, devem ter início já no segundo semestre.

 

 Conservação

De acordo com Rodrigo Augusto Lima, analista do Ibram e coordenador do projeto, estudos desenvolvidos em outros estados brasileiros, em anos anteriores, sobre atropelamento de fauna silvestre indicam que, em comparação com os atuais resultados, houve uma redução do número de acidentes envolvendo esses animais. Para a equipe do Rodofauna, isso acontece por diversos fatores, como o aumento do número de placas de sinalização às margens das estradas.

 

 Para Javier Jimenez, que integra a equipe do projeto, além de fazer um levantamento das espécies atropeladas no DF, o Rodofauna permite conhecer as espécies de animais existentes nas regiões monitoradas. “Ao avistar predadores nos arredores das unidades de conservação é possível saber se o ecossistema está ou não bem conservado”, diz. “Os predadores são bioindicadores. Desta forma, a presença deles indica um adequado equilíbrio ambiental”, completa.

 

 Dicas para evitar atropelamento de animais nas estradas

– Não jogue lixo nas estradas. Alimentos atraem os animais para a pista;

– Reduza a velocidade próximo às unidades de conservação, onde a presença de animais é frequente;

– Redobre a atenção ao avistar placas indicando que tem animais na pista;

– Dirija com cuidado à noite, quando os animais são mais ativos;

– Ao avistar animais na pista, reduza a velocidade e procure desviar por trás do animal para não assustá-lo;

– Evite buzinar ou usar o farol alto para que o animal saia da estrada. Ele pode se assustar e ir em direção ao veículo;

– Após passar por um animal na rodovia, alerte aos outros motoristas piscando os faróis.

 

Com informações da Ascom / Instituto Brasília Ambiental

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