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Brasília

Projeto Música nos Hospitais leva alegria e esperança ao Hospital de Base

Arquivo Geral

28/03/2012 14h15

Rener Lopes

rener.lopes@jornaldebrasilia.com.br

 

Música para os ouvidos e remédio para alma. É desta maneira que pacientes do Hospital de Base de Brasília foram brindados, na tarde desta quarta-feira (28), com a primeira apresentação de 2012 da nona temporada do projeto “Música nos Hospitais”.

 

O programa tem como objetivo quebrar a rotina de hospitais, levando uma orquestra para executar músicas de famosos maestros, caso de Mozart e Villa-Lobos e autores conhecidos, como Paul McCartney e Chiquinha Gonzaga. Toda a apresentação é comandada pelo médico e maestro Samir Rahme.

 

“É uma orquestra de cordas que vem para o Hospital na maior área possível, com um repertório específico para este tipo de ambiente e que depois vai aos leitos para levar um pouco de conforto”, conta o maestro.

 

Samir diz que toda apresentação é uma novidade, pois não sabe como pode ser a reação dos pacientes e acompanhantes: “Quando a gente toca em um hospital que nunca recebeu o projeto, é uma incógnita. Mas, quando passamos, por exemplo, na pediatria, a resposta é imediata. No final, o pessoal pede ‘Pelo amor de Deus’ para que nós voltemos”, vibra.

 

A opinião é compartilhada pelo diretor da Associação Paulista de Medicina, dr. Marun David Cury, um dos apoiadores do projeto: “Nós queremos levar esperança e passamos a acreditar que, com a música, a recuperação dos pacientes pode ser mais rápida”, explica.

 

O maestro conta como as músicas são escolhidas para o concerto: “Nós escolhemos a dedo o repertório para que paciente, acompanhante e corpo clínico sejam atingidos pelo encanto da música. Começamos com algo mais conhecido, depois partimos para o romântico e vamos aos ritmos brasileiros”, diz. Na apresentação desta quarta-feira, foram executadas peças de Chiquinha Gonzaga, Mozart, Elvis Costello, The Beatles, Astor Piazzola, John Williams, Villa-Lobos e Leroy Anderson.

 

“O objetivo é torcer que a ideia seja expandida, não só com música, mas artes plásticas e poesia, porque o ambiente hospitalar precisa disso, é muito carregado. Queremos humanizar, trazer um momento de leveza e melhorar a vida das pessoas”, completa.

 

O diretor do Hospital de Base, Julival Ribeiro, falou sobre a importância deste tipo projeto: “A música faz grandes transformações. E nós temos, com isso, que avançar muito na sociedade é através da solidariedade, da amizade, sobretudo, tendo amor ao próximo”, ressaltou.

 

A pensionista Nancy Batista, de 62 anos, aguardava para ser atendida em duas especialidades: pastologia e gastroentereologia e era uma das pessoas que estava nas primeiras filas acompanhando a apresentação. Foi a primeira vez que ela viu este tipo de ação. “Eu acho que é bom porque qualquer problema que a gente tenha, a música sempre ajuda”, afirma.

 

Criado pela Associação Paulista de Medicina e apoiado pela Lei Rouanet do Ministério da Cultura e pela farmacêutica Sanofi Brasil, a nona temporada do “Música nos Hospitais” começou em Brasília e passará pelos estados de Pernambuco e São Paulo, em mais quinze apresentações, sempre gratuitas.

 

O hospital que desejar receber as apresentações do projeto, deve entrar em contato com a Associação pelo site www.apm.org.br.

 

Saiba Mais:

 

Em quase dez anos de projeto, foram realizadas mais de cem apresentações para quase 30 mil pessoas. O “Música nos Hospitais” já passou por outras capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre.

 

A orquestra é formada por 14 pessoas, sendo um spalla, oito violinistas, dois violistas, dois violoncelistas e um contra-baixista.

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