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Brasília

Professores têm assembleia hoje. Tendência é de continuidade da paralisação

Arquivo Geral

27/03/2012 7h10

 

Isaac Marra
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O secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda, admitiu a possibilidade de iniciar,  no segundo semestre de 2013, o processo de restruturação do Plano de Carreira do Magistério, principal reivindicação dos professores, que entram hoje no 16º dia de greve. Lacerda também ratificou, mais uma vez, que o governo, por conta da proximidade do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), não tem condições de oferecer  reajuste salarial a qualquer categoria de servidores.
 

Hoje, a partir de 9h30, a categoria faz assembleia na Praça do Buriti. O Sindicato dos Professores (Sinpro), segundo a diretora Rosilene Côrrea,  vai defender proposta de continuidade da greve.

 

Independentemente da retomada ou não das negociações, até agora praticamente inexistentes, a distância entre o que pedem  os professores e o que o governo se propõe a fazer é oceânica. As divergências se acentuam até em relação ao índice de adesão à greve. Enquanto o GDF afirma que apenas 40% da categoria aderiram ao movimento, o Sindicato dos Professores (Sinpro) garante que a adesão está na casa de 70%.
 

O Sindicato dos Professores (Sinpro) reivindica o cumprimento de acordo firmado em abril do ano passado que, entre outros itens, estabelece a reestruturação do Plano de Carreira do Magistério em três etapas, começando nesse ano e terminando em 2014.

“Não dá para o governo apresentar uma proposta de  reajuste zero em 2012. Isso seria retroagir à nossa condição de 2010”, avalia Rosilene. “Tivemos um reajuste no ano passado e  receberemos  a última parcela no quinto dia útil de abril. A inflação já comeu a metade dele. Se ficarmos 2012 sem mais nada vai comer a outra metade”, completa.

 

Wilmar Lacerda, por sua vez, afirma que respeita o movimento dos professores e a justeza das reivindicações da categoria, mas faz ressalvas. “O GDF está à beira do limite prudencial estabelecido pela LRF. Temos que cortar gastos com pessoal e  evitar novas despesas em nome da responsabilidade administrativa”, observa. “Temos que arrumar uma saída que não impacte a folha de pagamento do magistério e, consequentemente, não interfira nos limites impostos pela legislação.”
 

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