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Brasília

Professores decidem manter greve por tempo indeterminado

Arquivo Geral

10/04/2012 11h39

Rener Lopes

rener.lopes@jornaldebrasilia.com.br


Colaborou Leandro Cipriano

 

Os professores decidiram em asssembleia realizada na manhã desta terça-feira (10), em frente ao Palácio do Buriti, manter a greve por tempo indeterminado. A paralisação, que já dura 30 dias, atinge parte dos 500 mil alunos das escolas públicas de toda a capital federal.

 

Cerca de sete mil professores estiveram protestando no local. Desta vez, diferente dos outros encontros, quase a totalidade dos profissionais – cerca de 98% – opinaram a favor da permanência da greve.

 

Entre outros pedidos, os professores reivindicam a reestruturação nos planos de carreira, a implantação do plano de saúde, a contratação dos concursados, a incorporação de gratificações e o pagamento das pendências financeiras.

 

Após a assembleia, eles ocuparam todas as faixas do Eixo Monumental, em frente ao Palácio do Buriti, e ficaram em frente ao posto central do governo local. O protesto fez com que o trânsito na via ficasse completamente parado e travasse todas as vias que chegam à parte central da capital federal  até o início da tarde.

 

Durante a visita às obras do viaduto que cortará o córrego Vereda da Cruz, entre Águas Claras e Park Way, o governador Agnelo Queiroz comentou sobre a paralisação dos professores, informando que o reajuste – uma das reivindicações – já foi concedido.

 

“Esperamos que a paralisação chegue ao fim. É uma greve absurda, porque o reajuste salarial já foi concedido a eles. Não é possível ter um aumento maior agora. O apelo que fazemos é para que eles voltem a sala de aula. Apenas 30% dos professores estão de greve ainda. Isso prova que a maioria não está de acordo com esse método”, ressaltou.

 

O governador também disse que a negociação irá continuar, para que os professores voltem às salas de aula. “CNós continuaremos negociando. O que não podem exigir é que o governo vá para a ilegalidade para atender uma categoria”, afirmou.

 

Por volta de meio-dia, a comissão de greve conseguiu uma audiência com o Secretário de Governo, Paulo Tadeu, e com o Secretário de Administração, Wilmar Lacerda, para que mais uma rodada de negociações fosse aberta. No entanto, a comissão será recebida novamente nesta quarta-feira (11), às 10h, para que as negociações continuem.

 

Com a promessa do encontro, os professores montarão acampamento, a partir das 9h, em frente ao Buriti, para aguardar os trâmites da negociação. Já na parte da tarde, acontecerá um protesto em frente à residência oficial do Governador, em Águas Claras.

 

Uma nova assembleia está marcada para esta sexta-feira (13), às 9h30. Desta vez, o encontro acontecerá no estacionamento do Teatro Nacional.

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    03/04/2012 11h20

    Rener Lopes

    rener.lopes@jornaldebrasilia.com.br

     

    Cerca de dez mil professores decidiram numa quase unanimidade, em asssembleia realizada na manhã desta terça-feira (03), em frente ao Palácio do Buriti, manter a greve por tempo indeterminado. A paralisação, que já dura 26 dias, atinge parte dos 500 mil alunos das escolas públicas de toda a capital federal.

     

    Segundo o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), 70% da categoria aderiu a greve. Já o governo afirma que somente 30% da categoria está paralisada.

     

    A diretora Rosilene Correa informou que haverá nesta quarta-feira (04), às 17h30, uma vigília em frente ao Palácio do Buriti, pois representantes da Secretaria de Administração receberão uma comissão formada pelos professores para uma possível negociação.

     

    Vale lembrar que os professores querem, entre outros pedidos, a reestruturação nos planos de carreira, a implantação do plano de saúde, a contratação dos concursados, a incorporação de gratificações e o pagamento das pendências financeiras.

     

    Após a aprovação da manutenção da greve, os professores foram em direção ao Estádio Nacional Mané Garrincha. Durante todo o movimento, cerca de 50 policiais estiveram realizando a segurança, com viaturas e motos. Eles ocuparam duas faixas da via N1 do Eixo Monumental, para protestar contra o investimento de quase R$ 1 bi nas obras. “Se para o estádio tem quase um bilhão de verba, porque nada para a educação?”, gritavam.

     

    Nesta terça-feira (10), acontecerá mais uma assembleia. O encontro está marcado para às 9h30, em frente ao Buriti. Os professores pedem que cada participante leve um livro para que seja doado a instituições credenciadas.

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