Rener Lopes
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Colaborou Leandro Cipriano
Os professores decidiram em asssembleia realizada na manhã desta terça-feira (10), em frente ao Palácio do Buriti, manter a greve por tempo indeterminado. A paralisação, que já dura 30 dias, atinge parte dos 500 mil alunos das escolas públicas de toda a capital federal.
Cerca de sete mil professores estiveram protestando no local. Desta vez, diferente dos outros encontros, quase a totalidade dos profissionais – cerca de 98% – opinaram a favor da permanência da greve.
Entre outros pedidos, os professores reivindicam a reestruturação nos planos de carreira, a implantação do plano de saúde, a contratação dos concursados, a incorporação de gratificações e o pagamento das pendências financeiras.
Após a assembleia, eles ocuparam todas as faixas do Eixo Monumental, em frente ao Palácio do Buriti, e ficaram em frente ao posto central do governo local. O protesto fez com que o trânsito na via ficasse completamente parado e travasse todas as vias que chegam à parte central da capital federal até o início da tarde.
Durante a visita às obras do viaduto que cortará o córrego Vereda da Cruz, entre Águas Claras e Park Way, o governador Agnelo Queiroz comentou sobre a paralisação dos professores, informando que o reajuste – uma das reivindicações – já foi concedido.
“Esperamos que a paralisação chegue ao fim. É uma greve absurda, porque o reajuste salarial já foi concedido a eles. Não é possível ter um aumento maior agora. O apelo que fazemos é para que eles voltem a sala de aula. Apenas 30% dos professores estão de greve ainda. Isso prova que a maioria não está de acordo com esse método”, ressaltou.
O governador também disse que a negociação irá continuar, para que os professores voltem às salas de aula. “CNós continuaremos negociando. O que não podem exigir é que o governo vá para a ilegalidade para atender uma categoria”, afirmou.
Por volta de meio-dia, a comissão de greve conseguiu uma audiência com o Secretário de Governo, Paulo Tadeu, e com o Secretário de Administração, Wilmar Lacerda, para que mais uma rodada de negociações fosse aberta. No entanto, a comissão será recebida novamente nesta quarta-feira (11), às 10h, para que as negociações continuem.
Com a promessa do encontro, os professores montarão acampamento, a partir das 9h, em frente ao Buriti, para aguardar os trâmites da negociação. Já na parte da tarde, acontecerá um protesto em frente à residência oficial do Governador, em Águas Claras.
Uma nova assembleia está marcada para esta sexta-feira (13), às 9h30. Desta vez, o encontro acontecerá no estacionamento do Teatro Nacional.