A primeira audiência de instrução para o julgamento do ex-professor de direito, Rendrik Vieira Rodrigues, de 35 anos, acusado de matar a estudante Suênia Sousa Farias, de 24 anos, na noite do dia 30 de setembro com três tiros, foi marcada para o dia 25 deste mês às 14h no Tribunal de Júri do Distrito Federal. No dia determinado para a audiência, deverão ser ouvidas as testemunhas de defesa e de acusação, além do próprio réu.
Rendrik permanece preso na sala especial do Estado-Maior da Polícia Militar do DF, no Complexo Penitenciário da Papuda, desde que a decisão foi determinada pelo desembargador-relator do habeas corpus impetrado pelo professor.
Relembre o caso
Uma estudante universitária foi morta por um professor com dois tiros na cabeça e outro no tórax na noite do dia 30 de setembro. O suspeito, após circular com o corpo durante três horas dentro do carro, se apresentou na 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas. Ele teria confessado o crime bárbaro e se entregado. O corpo de Suênia Sousa Faria, de 24 anos, estava dentro do veículo.
A jovem, estudante do 7º semestre do curso de Direito de uma faculdade na Asa Norte, teria tido um envolvimento amoroso de 11 meses com o professor Rendrik. Na época, ela estava separada do marido. O relacionamento, porém, não foi em frente, e a universitária voltou há três meses para o marido.
Segundo informações de Silene Sousa Faria, 34 anos, irmã da vítima, Rendrik era muito ciumento e, por isso, Suênia resolveu terminar o namoro. Mas o professor não aceitava o fim do romance e teria tentado, de todas as maneiras, reatar com a jovem. “A minha irmã pediu ajuda para a família dele e eu cheguei a ligar na operadora para fazer o bloqueio do celular dela”, conta Silene.