Carlos Carone
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Uma ofensa moral teria sido o motivo principal que levou ao assassinato brutal do delegado aposentado da Polícia Civil, Elly Cordeiro dos Santos, 75 anos, no último dia 16. O suspeito de cometer o crime foi preso no Guará II, e confessou o homicídio. O rapaz, de 23 anos, cresceu na região do Incra 7, em Brazlândia, onde ocorreu a morte.
Investigadores da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia) chegaram ao suspeito após montar um quebra-cabeças que mapeou os últimos passos do assassino. Ele foi preso em uma rua da QE 40, quando procurava trabalho. M.S.C. não tinha residência fixa e conheceu o delegado após ser indicado por chacareiros.
“Ele foi recomendado e a vítima não viu problemas em contratá-lo para fazer um trabalho que consistia em jogar cascalho em uma estrada da chácara, que estava ficando intransitável por causa das chuvas”, explicou o diretor-geral da Polícia Civil, Onofre de Moraes.
O crime teria ocorrido quando apenas o delegado e o rapaz estavam na chácara. Segundo os investigadores, os dois almoçaram e, pouco depois, Elly teria sido morto. “Ele contou, em depoimento, que a vítima o ofendeu e ele resolveu agredi-lo. Primeiro, o atingiu com um golpe de enxada e, logo depois, com uma pedra. Ambas as armas foram deixadas no local”, explicou Onofre de Moraes. A pedra apreendida pela perícia pesa 12 quilos, o que aponta a frieza e a brutalidade do homicídio.
Caminhonete
Para encontrar o autor do crime, os policiais chegaram aos receptadores da caminhonete, que foi levada pelo suposto assassino. A polícia ainda procura a pistola calibre 380 que também foi roubada do delegado aposentado. Informações levaram os investigadores à QNN 5, em Ceilândia Norte, onde dois moradores de rua foram presos e dois adolescentes apreendidos por receptação de veículo roubado.
De acordo com as investigações, os dois moradores de rua encontraram o carro abandonado e resolveram vendê-lo. Viciados em drogas, eles teriam oferecido a caminhonete a dois adolescentes, em troca de algumas pedras de crack.
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