O caseiro Antônio Barbosa de Alencar, suspeito de assassinar o professor e advogado do DF, Rubens Guedes Memória, 55 anos, foi preso na madrugada desta quinta-feira (19). O homem foi encontrado em um hotel, na cidade de Jataí (GO), com o carro da vítima.
Rubens foi encontrado morto em sua fazendo em Cristalina (GO). No momento do crime, ele teria lutado contra o assassino para se defender, segundo apontou a perícia. Conforme o delegado Danillo Martins Ferreira, o corpo da vítima apresentava marcas provocadas por machado, que foi encontrado ao lado do cadáver.

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Encontrado por visita
Professor de Educação Física da rede pública do DF, Rubens foi encontrado morto em uma estrada próxima à fazenda. Quem avistou o cadáver foi um vizinho, que havia ido ao local para visitá-lo. “Esse conhecido não o encontrou em casa e resolveu voltar para casa. Quando acendeu o farol da motocicleta que conduzia, viu Rubens morto. Então, acionou a polícia”, detalha.
O delegado acredita que o local em que ele foi encontrado não é o mesmo da execução. A suspeita é de que o servidor tenha saído em busca de ajuda, porém acabou morrendo no meio do caminho. A corporação investiga a hipótese de Rubens ter sido vítima de latrocínio (roubo seguido de morte), uma vez que o carro do servidor não foi encontrado desde a descoberta do crime.
Comoção no enterro
Bom, tranquilo e lutador pela educação. Assim, amigos e familiares descrevem o professor de Educação Física, que também era advogado. O corpo da vítima foi velado na tarde de ontem, no Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul. A família evitou falar com a imprensa, mas pessoas mais próximas desabafaram sobre a revolta em torno do assassinato – ainda sem qualquer explicação.

Velório do professor do DF assassinado em Cristalina (GO). Foto: Kléber Lima/Jornal de Brasília
Violência chocou amigos
A violência do crime assustou os amigos do servidor. “É muita crueldade. E pode ter sido alguém que o conhecia, que sabia da rotina dele. Até porque Rubens não era de ter problemas com ninguém. Ao contrário. Era batalhador, gente boa e profissional. Ele só brigava pela Educação Física”, afirma o amigo e servidor Francisco Marcolino.
O professor estava perto da aposentadoria, prevista para este semestre. Ele dava aulas no Centro de Ensino Médio Setor Leste, na L2 Sul. Além de lecionar, também advogava. “Certamente, é um amigo que fará falta não só para o lado pessoal, mas também no profissional, até porque ele amava as profissões”, conta Geraldo Barradas, amigo e professor de Educação Física.
Sócio do escritório de advocacia de Rubens, Welington Maciel contou que até sexta-feira manteve contato com o professor. “Provavelmente o fato ocorreu no fim de semana, pois nos falamos antes disso”, disse. Welington trabalhava há 12 anos com o sócio e espera por justiça. “Que seja feita da melhor forma. Era uma pessoa benquista e que sempre gostou de todos. Não merecia ter morrido dessa forma cruel e trágica”, lamenta.