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Brasília

Preocupação com a liberdade do padre

Arquivo Geral

14/01/2012 7h00

 

 

A decisão de conceder a liberdade foi do juiz da 6ª Vara Criminal, Sebastião Coelho, que acatou o pedido impetrado pela defesa do padre. Segundo o advogado Cleber Lopes, o magistrado entendeu que não havia mais necessidade  de deixar E.M.F. preso  porque ele não representa ameaça à sociedade e nem às testemunhas do processo.

 

O pároco, no entanto,  não poderá sair  do Distrito Federal sem autorização da Justiça.  Apesar de  não ter sido condenado, a Arquidiocese de Brasília  decidiu afastá-lo das atividade sacerdotais até a conclusão do caso.
Na opinião do  pai das vítimas,  o padre deveria permanecer preso e ser condenado para pagar pelos crimes praticados. Uma de suas filhas ainda sonha com os abusos sexuais supostamente praticados pelo religioso e acorda assustada. “Nenhuma autoridade  veio aqui conversar  para saber o estado de saúde de nossos filhos”, desabafou.

 

O pai teme pela segurança da família. Diz que o padre havia telefonado para a mãe das crianças, antes de ser preso, e teria  ameaçado dizendo: “Esse caso não vai ficar assim e vocês ainda vão pagar por essas acusações infundadas”.

 

O religioso, segundo a denúncia, se valia da condição de padre e prometia presentes para atrair as crianças. Pais e filhos frequentavam a igreja e confiavam no religioso. Ele jogava futebol, fazia   refeições na casa das vítimas  e bebia com o pai delas.

Os supostos abusos teriam acontecido  durante o trajeto da igreja para a casa das vítimas e do religioso, em um condomínio na mesma região. O suspeito atrairia as crianças prometendo ajuda para trabalhos escolares em seu computador ou pequena quantia em dinheiro. Foi um tio das crianças que denunciou o caso ao Conselho Tutelar e à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O padre estava preso desde o último dia 30 por determinação judicial.

 

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