Os dois principais edifícios do campus da Faculdade UnB Gama (FGA) estão operando com geradores elétricos. A Unidade Acadêmica (UAC), onde ficam 18 salas de aula, laboratório de informática e auditório, utiliza equipamento da própria universidade desde novembro do ano passado, quando foi inaugurada. Já a Unidade de Ensino e Docência (UED), que abriga salas de professores, direção, secretarias acadêmicas e laboratórios, está conectada ao gerador da empreiteira que finaliza a obra. A solução definitiva depende da ligação do campus com a subestação de energia da Companhia Energética de Brasília (CEB).
O vice-reitor da UnB, João Batista de Sousa, confirmou reunião para tratar do assunto no próximo dia 21, entre técnicos da universidade e da CEB. João Batista liderou inspeção na tarde desta terça-feira (13) pelas instalações da Faculdade, justamente para observar as condições de funcionamento do campus no início do semestre letivo. “Tudo está sendo feito para o acolhimento dos estudantes”, garantiu o vice-reitor.
Apesar do problema, o semestre ocorre normalmente na unidade. O diretor da Faculdade, Alessando Borges, já pode conta, por exemplo, com os laboratórios de Máquinas Elétricas, Física e Integração Eletrônica. “O semestre começou com questões que podemos administrar. Estamos em fase de implantação. É natural. No próximo semestre estaremos funcionando a pleno vapor”, avaliou Borges.
INTERNET – A falta de internet na UED também preocupa o gestor da FGA. “Temos internet normalmente na UAC, mas é preciso que um cabo de fibra ótica de 150 metros de comprimento faça a conexão entre o quadro de rede de um edifício para o outro”, explicou. A operação, segundo Alessandro Borges, está orçada em R$ 2.600. “Para atender à nossa demanda precisamos também aumentar a quantidade de informações que passam pela rede. Atualmente são 8 megabits por segundo. Precisamos que esse número aumente em dez vezes”, reivindicou o diretor.
As salas de todas as unidades da FGA ainda não têm telefones fixos. Isso acontece porque, até o momento, não há um cabo que ligue a entrada da cidade do Gama ao Campus. Em 12 de dezembro do ano passado, o engenheiro da operadora de telefonia responsável esteve no local, mas nada foi resolvido. A empresa alega que faltam R$ 20 mil para fazer a ligação. Entretanto, a FGA foi informada pelo Centro de Informática (CPD) da UnB, gerente do contrato, que esse serviço já estava previsto no acordo. “Isso também será tratado em reunião do CPD com a operadora”, informou Alessandro Borges.
SEGURANÇA – Outra medida considerada fundamental pela direção da Faculdade é cercar o local com grades. Para proteger a UAC, a UED, o Módulo de Serviços e Equipamentos Esportivos (Mesp) – que está em fase final de obras – e a reserva ambiental Campo de Murundum, pertencente à UnB, Alessandro calcula um investimento de R$ 700 mil. “Temos materiais e laboratórios únicos no DF. É preciso que haja segurança para máquinas e para a comunidade”, justitificou.
LABORATÓRIOS – Quando estiver operando com sua capacidade máxima, a FGA terá um Laboratório de Realidade Virtual com 60 computadores, que poderão interagir com a tela principal da sala. Alessandro Borges garante que a instalação é multiuso e pode ser aproveitada por todos os cursos. “Ele será compatível com todos os suportes de informática. Outro diferencial é que poderão ser projetadas imagens em 3D”.
Para instalar a tela do laboratório é preciso contratar duas empilhadeiras. A empresa que fornece o telão – que tem 4,5m x 3,5m e pesa quatro toneladas – assegura que são necessários três dias para a configuração do equipamento. Entretanto, a sala estará disponível somente a partir da metade de 2012. O Laboratório de Química, que atualmente funciona no Fórum do Gama, também estará ativo no próximo semestre.