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Brasília

Preços praticados no comércio do Aeroporto JK estão acima do mercado

Arquivo Geral

08/11/2011 10h28

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

No Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek paga-se R$ 4,50 por uma coxinha de frango com catupiry, um café expresso chega a R$ 3,25 e a primeira hora do estacionamento custa R$ 5. Quem frequenta o local reclama dos preços elevados e da qualidade dos serviços. “Aqui, tudo é um pouco mais caro do que o preço de mercado. Além disso, a variedade também fica devendo, não é suficiente para um aeroporto desse porte”, afirma o analista de planejamento Geraldo da Silva Pereira.

O vice-presidente do Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi-DF), Ovídio Maia, afirma que somente uma parte específica e privilegiada dos empresários consegue competir entre si para abrir uma loja no Aeroporto de Brasília. “É um lugar extremamente caro, não é para empresas que vão iniciar os negócio, não é para se aventurar, não é um mercado para amador, é para quem tem condições”, assegura.

A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) é responsável pela administração e distribuição das lojas. O órgão afirma que os contratos de concessão são feitos por meio de licitação. Na opinião de Maia, o processo privilegia grandes empresas. “É uma região só de empresas que têm franquias, pois elas conseguem  fazer pesquisas de mercado, de público, investimento e têm dinheiro para pagar”, explica o vice-presidente da Secovi.

Mesmo com um público de quase 12 milhões de passageiros de janeiro a setembro deste ano, os lojistas do Aeroporto de Brasília reclamam da falta de clientes. Apesar da movimentação intensa e dos corredores cheios, as lojas ficam vazias e os produtos, encalhados. Eles afirmam que o preço do aluguel é muito alto e esse custo acaba tendo de ser repassado aos clientes.

Leia mais na edição impressa desta terça-feira (8) do Jornal de Brasília.

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