Camila Costa
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Acada dia surge uma nova modalidade de prática esportiva no Lago Paranoá. Sem regras rígidas quanto ao aluguel dos equipamentos e a utilização de itens de segurança, como o colete salva-vidas, fica fácil se aventurar na água. Qualquer pessoa que queira, hoje, praticar um esporte aquático, basta ter a iniciativa de ir até os locais onde são oferecidas as modalidades. Segundo a Federação Náutica de Brasília (FNB), a Capitania dos Portos realizou reuniões onde foram criadas algumas normas para as práticas aquáticas, inclusive para o Stand Up Paddle (SUP).
Entretanto, segundo o presidente da FNB, Marcos Carraca, as regras ainda não foram efetivadas. Entre as novas exigências para o esporte estaria o uso do strap (corda que prende a prancha ao tornozelo do surfista). “Os grupos que administram o esporte participaram, as regras foram aceitas e deveriam ter sido copiadas, mas pelo visto não foram”, avalia Carraca.
Outra medida acertada na reunião tratou do uso do colete. Nos casos em que o usuário se recusasse a usá-lo, o equipamento iria preso à prancha, obrigatoriamente. “O colete adaptado à prancha serviria até para mostrar que a pessoa não quis colocar”, explica Carraca. Ele acredita que a morte de Rafael Alves da Conceição, de 20 anos, poderia ter sido evitada, caso estes pré-requisitos tivessem sido adotados.
O jovem se afogou depois de cair da prancha de SUP, no Lago Paranoá, no último sábado. Era a primeira vez que Rafael praticava o esporte e, segundo um amigo, que estava junto na hora do acidente, não sabia nadar. Mesmo assim, segundo informações do Clube Naval, onde os rapazes alugaram o equipamento, Rafael teria dispensado o uso de colete salva-vidas.
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