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Brasília

Postagens da Miss do Crime na internet mostram o gosto por viver perigosamente

Arquivo Geral

07/02/2012 7h04

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

Vida Loka. A  frase postada em uma rede social com dezenas de fotografias exibindo armas, cocaína, uísque e dinheiro roubado reflete muito bem a vida que Thamires Virgínia Santos Cardoso, de 20 anos, conhecida como  Tamy, buscou no submundo do crime.  Magra, alta, bonita e mãe de dois filhos, a jovem  apontada pela polícia como a Miss do Crime vivia cercada pelo perigo e demonstrava sentir prazer com o que fazia. Ela manteve uma casa na Expansão do Setor O, em Ceilândia, para reuniões de delinquentes. O imóvel ficou conhecido como Escritório da Criminalidade.

 

A polícia só chegou ao endereço onde  a quadrilha supostamente liderada por Tamy se reunia depois de uma intensa investigação. O grupo da Miss do Crime é suspeito de ter praticado pelo menos nove assaltos a postos de combustíveis, lojas de roupas e de conveniência e distribuidora de bebidas.

 

Há indícios de que a quadrilha liderada por Tamy roubava  empresas no Distrito Federal e também em cidades de Goiás. Os investigadores avaliam que o grupo de delinquentes é composto por cerca de dez pessoas. Todos os integrantes são jovens e de classe média. A Miss do Crime, segundo a polícia, seria filha de uma servidora pública que tem alto padrão de vida. Mesmo assim, a jovem preferiu trilhar os caminhos da criminalidade desde os 15 anos.

 

A polícia está fazendo um levantamento dos valor arrecadados pela quadrilha com os assaltos praticados. Os investigadores sabem, no entanto, que apenas uma empresária que foi roubada perdeu mais de R$ 25 mil em roupas de grife. Se ficar comprovado que a líder do bando  comprou algum imóvel em Caldas Novas, Aparecida de Goiânia ou no Distrito Federal, com dinheiro dos roubos, a polícia poderá pedir o bloqueio desses bens.

 

Sem endereço fixo

De acordo com o delegado Yury Fernandes, chefe da 23ª Delegacia de Polícia (Setor P Sul, em Ceilândia), apesar de não trabalhar nem possuir renda fixa, a Miss do Crime  vivia hospedada em hotéis de luxo, no Distrito Federal e em Goiás. “Só conseguimos  prendê-la depois de descobrir a casa noturna  que ela frequentava”, disse Fernandes.

 

O delegado informou ainda que  a falta de  um endereço fixo foi uma das dificuldades encontradas pela polícia para localizar e prender a mulher. Tamy só foi localizada por agentes da 23ª Delegacia de Polícia depois de ser identificada em  um minucioso levantamento exibindo  fotografias  do esquema criminoso, em uma rede social.

 

A investigação também  pretende colocar todos os integrantes do esquema na cadeia para evitar que outras jovens  busquem  o mal exemplo de Tamy.  “Com essa atitude a polícia busca desestimular garotas que  querem seguir o mesmo caminho”, afirma o delegado.

Leia mais na edição impressa desta terça-feira (07) do Jornal de Brasília.

 

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