Luís Augusto Gomes
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Vida Loka. A frase postada em uma rede social com dezenas de fotografias exibindo armas, cocaína, uísque e dinheiro roubado reflete muito bem a vida que Thamires Virgínia Santos Cardoso, de 20 anos, conhecida como Tamy, buscou no submundo do crime. Magra, alta, bonita e mãe de dois filhos, a jovem apontada pela polícia como a Miss do Crime vivia cercada pelo perigo e demonstrava sentir prazer com o que fazia. Ela manteve uma casa na Expansão do Setor O, em Ceilândia, para reuniões de delinquentes. O imóvel ficou conhecido como Escritório da Criminalidade.
A polícia só chegou ao endereço onde a quadrilha supostamente liderada por Tamy se reunia depois de uma intensa investigação. O grupo da Miss do Crime é suspeito de ter praticado pelo menos nove assaltos a postos de combustíveis, lojas de roupas e de conveniência e distribuidora de bebidas.
Há indícios de que a quadrilha liderada por Tamy roubava empresas no Distrito Federal e também em cidades de Goiás. Os investigadores avaliam que o grupo de delinquentes é composto por cerca de dez pessoas. Todos os integrantes são jovens e de classe média. A Miss do Crime, segundo a polícia, seria filha de uma servidora pública que tem alto padrão de vida. Mesmo assim, a jovem preferiu trilhar os caminhos da criminalidade desde os 15 anos.
A polícia está fazendo um levantamento dos valor arrecadados pela quadrilha com os assaltos praticados. Os investigadores sabem, no entanto, que apenas uma empresária que foi roubada perdeu mais de R$ 25 mil em roupas de grife. Se ficar comprovado que a líder do bando comprou algum imóvel em Caldas Novas, Aparecida de Goiânia ou no Distrito Federal, com dinheiro dos roubos, a polícia poderá pedir o bloqueio desses bens.
Sem endereço fixo
De acordo com o delegado Yury Fernandes, chefe da 23ª Delegacia de Polícia (Setor P Sul, em Ceilândia), apesar de não trabalhar nem possuir renda fixa, a Miss do Crime vivia hospedada em hotéis de luxo, no Distrito Federal e em Goiás. “Só conseguimos prendê-la depois de descobrir a casa noturna que ela frequentava”, disse Fernandes.
O delegado informou ainda que a falta de um endereço fixo foi uma das dificuldades encontradas pela polícia para localizar e prender a mulher. Tamy só foi localizada por agentes da 23ª Delegacia de Polícia depois de ser identificada em um minucioso levantamento exibindo fotografias do esquema criminoso, em uma rede social.
A investigação também pretende colocar todos os integrantes do esquema na cadeia para evitar que outras jovens busquem o mal exemplo de Tamy. “Com essa atitude a polícia busca desestimular garotas que querem seguir o mesmo caminho”, afirma o delegado.
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