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Brasília

População do Sudoeste volta a cobrar a retirada de moradores de rua

Arquivo Geral

24/05/2012 7h08

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Apesar de ser uma cidade visivelmente tranquila e calma, alguns problemas incomodam os moradores do Sudoeste. O principal deles é a presença de moradores de rua. De acordo com os habitantes da região, a grande quantidade de pedintes pelas quadras comerciais leva insegurança à comunidade local.

 

 

Na noite de  terça-feira, uma reunião do Conselho de Segurança do Sudoeste trouxe o problema mais uma vez à pauta. Além dos moradores, houve a participação das polícias Civil e Militar. Foram discutidas operações para a retirada destes moradores de rua.
“Foi decidida a implementação do Curso Preparatório de Capacitação de Segurança Comunitária, pelo qual seguranças e porteiros dos condomínios serão capacitados para reagir corretamente em casos de assaltos ou situações que infrinjam a segurança dos locais onde trabalham”, explica o administrador regional, Marcelo Ciciliano.

 

Os locais onde a presença dos moradores de rua é maior são as quadras comerciais 301, 302 e 101. A presidente do Conselho Comunitário do Sudoeste, Christiane Tabosa, afirma que os moradores da quadra 504 também têm reclamado da presença dos moradores de rua e do uso de drogas. “Os síndicos reclamaram que a região está virando uma cracolândia. O problema maior em relação ao uso de drogas no Sudoeste está nesta área da 504”, afirma a presidente do conselho.

 

De acordo com o administrador da cidade, a preferência pelas comerciais têm um motivo: “Essas áreas são ambientes favoráveis para que eles permaneçam ali. Lá, eles ganham comida e esmolas. Isto propicia a permanência deles por lá”, destaca Ciciliano.

 

O Sudoeste apresenta a menor taxa de desemprego do Distrito Federal. A distribuição de renda domiciliar é a terceira maior, ficando atrás apenas do Lago Sul e Lago Norte, respectivamente, segundo informações a administração regional. Para o administrador da cidade, este é um dos fatores que contribuem com a insistência dos moradores de rua em permanecer na cidade. Muitas vezes, a população do Sudoeste dá esmolas e ajuda os pedintes.

 

 

À noite, os moradores de rua dormem em frente ao comércio e incomodam os clientes. É o que afirma a gerente de uma rede de fast food Benedita Maria Martins, 27 anos. “Há um número bem grande de moradores de rua aqui. Eles dormem por aqui. Muitas vezes, eles vão até os clientes e os perturbam. Tivemos casos de agressão. Isso prejudica o comércio”, revela a gerente.

 

 

O Conselho Comunitário deve lançar até o final deste semestre, com a administração regional, uma nova campanha, pela qual serão distribuídos folders nas ruas da cidade, orientando a comunidade a não dar esmolas. A iniciativa já foi promovida em outras ocasiões. “Essa campanha busca conscientizar os moradores do Sudoeste. E se essas pessoas não ganharem esmolas, elas irão embora”, acredita.

 

De acordo com a Administração Regional do Sudoeste, há operações na cidade para levar segurança a todos. A administração garante que as polícias Civil e Militar atuam constantemente na área e os casos levados às autoridades procuram ser solucionados rapidamente. Segundo o administrador do Sudoeste, a cidade é tranquila, mas a presença dos moradores de rua tem tirado esse status da região. “A população se sente insegura”, conta.

 

Apesar das reclamações, alguns moradores não se incomodam tanto com a situação. A moradora e comerciante da 501 Maria do Socorro Oliveira, 49 anos, conta que a presença dos moradores de rua na quadra é pequena e o local é seguro.
“Há muitos catadores. Moradores de rua são poucos. Em relação aos catadores, acho que o governo deveria criar campanhas para seleção do lixo. Muitas vezes, eles abrem o lixo e espalham sujeira. Se houvesse separação, a sujeira provocada por eles seria menor”, acredita.

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