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Brasília

População aprova renovação da frota, mas teme que medida não se concretize

Arquivo Geral

06/04/2012 7h00

Leandro Cipriano
leandro.cipriano@jornaldebrasilia.com.br

Arenovação do sucateado transporte público do Distrito Federal trouxe uma nova esperança à população, que aprovou em ampla maioria a iniciativa. Segundo pesquisa do instituto O&P Brasil, 57% dos brasilienses consideraram a medida boa, e 27,4% acharam ótima. Mas, quando questionados sobre a possibilidade de o GDF efetivar ou não a proposta, o resultado mostrou ser menos promissor: enquanto 28,3% acham que a licitação sairá do papel, 31,9% não acreditam que ela será cumprida, e 35,4% responderam que dificilmente a medida se concretizará.

E os brasilienses sabem exatamente quais as melhorias que mais querem ver colocadas em prática: ônibus novos (48,6%) e concorrência nas linhas (40,5%). Na sequência, vem o GPS nos veículos para controlar o trajeto e horário, com 5,8%. Já o ar-condicionado é objeto do desejo de apenas 0,9% dos entrevistados.

Na avaliação do diretor do Instituto O&P Brasil, Fernando Jorge Caldas, a  iniciativa  para renovar completamente a frota gera grande expectativa na opinião pública, vítima do precário transporte  há anos. Caldas, porém, ressalta que não foi uma surpresa a população ainda estar com o  pé atrás. “Agora, é como se a nova promessa colocasse o GDF no fio da navalha. Se descumprida, pode tencionar esse grau de frustração a um limite extremo. Mas se cumprir, pode  tornar a percepção sobre o governo  mais razoável”, analisou Fernando Jorge.

Vontade política

De acordo com o subsecretário de Políticas de Transporte e Trânsito, Luiz Fernando Messina, as ações do GDF  têm demonstrado a vontade política para implementar a reestruturação. “As medidas recentes comprovaram isso”, declarou.

 O Grupo Amaral é uma das empresas que trabalha atualmente no transporte público do DF. Segundo Leonardo Faria, um dos diretores da entidade, a empresa mantém interesse em participar da concorrência. Entretanto, considera que as normas  apresentadas no edital estão muito além da realidade do transporte atual. “Transportamos uma média de 250 milhões de passageiros e passaríamos para 450 milhões. Teríamos que ter pelo menos o triplo de micro-ônibus. É preciso  algo razoável, ou uma prorrogação de prazos”, reclamou.

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (6) do Jornal de Brasília.

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