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Brasília

Policial é suspeito de matar o cunhado com um tiro à queima-roupa

Arquivo Geral

06/02/2012 7h02

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

O fim de semana da família do lavrador O.P.S., 51 anos, foi de tristeza.  Uma discussão entre dois dos seis filhos do trabalhador acabou em tragédia. I.M.S., 19 anos, foi morto com um tiro disparado no peito, à queima-roupa.  O assassinato ocorreu em frente a um bar, na Rua 10 da Quadra 2, na divisa de Brazlândia com o bairro Vendinha,  em Padre Bernardo (GO). O autor do disparo, segundo a investigação, é o policial F.R.S., 42 anos, lotado no Batalhão da Polícia Militar (16º BPM de Brazlândia). De acordo com a família,  há dois anos ele convive maritalmente com uma adolescente de 14 anos, irmã da vítima.

 

Segundo testemunhas,  I.M.S. chegou do trabalho, uma granja, com o irmão G.M.S..  Os dois foram para um bar vizinho à casa da família entregar uma encomenda para o dono do  comércio e ficaram conversando. De repente, surgiu uma discussão entre os irmãos.  A vítima, pegou uma faca, supostamente  para agredir o parente. Depois de muita   confusão, familiares e amigos conseguiram  fazer com que ele desistisse da ideia de esfaquear o irmão.

 

O policial, que também é vizinho ao bar,  chegava em casa no momento da confusão. Parou o  carro e desceu com a arma na mão.  Ao vê-lo,  I.M.S.  teria dito: “Você vai me matar, então me mata”.  Após a frase, partiu em direção ao policial e levou um tiro no  peito. “Ele atirou para matar. Se não tivesse essa intenção poderia ter dado um tiro na perna”,  lamenta  a dona de casa M.F.M., 50 anos, mãe da vítima.

 

Ocorrência

Depois de atirar contra o cunhado, o policial seguiu para um posto da Companhia de Polícia Rodoviária (CPRv) da Polícia Militar, à margem da rodovia que liga Brazlândia a Padre Bernardo. Ele  entregou a arma usada no crime, mas foi levado por colegas para a Delegacia de Águas Lindas, na Região Metropolitana do Distrito Federal, do outro lado da cidade, onde a ocorrência do homicídio teria sido registrada como legítima defesa.    

 

Leia mais na edição impressa desta segunda-feira (06) do Jornal de Brasília.

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