O Tribunal do Júri de Brasília agendou para a próxima terça-feira (29/11), a partir das 9h, o julgamento do policial civil Arnulfo Alves Pereira, acusado de participação no homicídio do sindicalista do Serviço de Limpeza Urbana – SLU, Gildo da Silva Rocha, em outubro de 2000. O crime teria sido praticado em concurso de pessoa com Ronildo Brito de Mesquita que faleceu em maio de 2009 e, com isso, teve decretada extinção de punibilidade.
Consta da denúncia que no dia 6 de outubro de 2000, por volta de 1h20, os dois policiais estariam em uma viatura descaracterizada. Arnulfo estaria dirigindo e Ronildo ocupando o banco do carona. Teriam iniciado uma perseguição ao veículo que era conduzido por Gildo quando Ronildo “efetuou vários disparos em direção à vítima e seu veículo”, narra a peça acusatória. Um deles teria atingido o sindicalista levando-o à morte.
Os réus foram absolvidos sumariamente em março de 2006, por entender o julgador de primeira instância que teriam agido em estrito cumprimento do dever legal. O Ministério Público, no entanto, recorreu da decisão que foi reformulada, estabelecendo que os acusados deveriam ser submetidos a júri popular.
Em junho de 2010, foi iniciado o julgamento de Arnulfo pelo Tribunal do Júri de Ceilândia. Porém, a sessão foi interrompida uma hora depois, porque se descobriu que um dos jurados que compunha o Conselho de Sentença havia sido amigo da vítima. Em seguida, a defesa pediu desaforamento do caso, fazendo com que o processo passasse a ser julgado no Tribunal do Júri de Brasília. No novo fórum, o julgamento foi agendado para 21/7, mas foi adiado, a pedido da defesa. O motivo alegado é que o réu estaria com problemas de saúde e estaria em tratamento na cidade de Belo Horizonte.