Na manhã desta terça-feira (10), a Polícia Civil prendeu um homem acusado de gravar e vender mídias falsificadas (DVD e Blu-Ray). De acordo com informações da polícia, M.S.P., de 24 anos, foi preso quando andava pela rua com uma mochila com cerca de 100 mídias piratas. O homem já vinha sendo investigado há cerca de uma semana, por policiais da Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DCPIM).
Na casa do suspeito, na QNL 24 em Taguatinga Norte, a polícia encontrou quase sete mil mídias, 127 gravadoras, nove impressoras de última geração e três computadores. O alto nível tecnológico dos aparelhos tornava possível produzir DVDs piratas praticamente iguais ao produto original.
Segundo o delegado-chefe da DCPIM, Josué Ribeiro, o M.S.P morava sozinho, sem ostentar em moradia ou automóveis, para não chamar a atenção. A investigação leva a crer que ele também agia sozinho. O acusado teria informado à polícia que veio do Maranhão para o Distrito Federal sozinho e que há cerca de dois anos e meio vinha lucrando com a falsificação de mídias.
Ribeiro informou também que M.S.P. seria um dos maiores distribuidores de mídia pirata da Feira de Taguatinga e que esta serviria de ponte para outras regiões do Distrito Federal, como a Feira dos Importados, no Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA). “Hoje, a Feira de Taguatinga está se tornando uma canalizadora e distribuidora”, afirmou o delegado.
Ainda de acordo com o delegado, cada DVD possuía um custo de produção de 70 centavos e era vendido no atacado por R$ 1 e no varejo por R$ 3. Já as mídias de Blu-Ray teriam custo de produção em torno de R$ 5 e vendas por 10 e 25 reais no atacado e varejo, respectivamente. Ribeiro acredita que por conta do alto lucro, cada vez mais vendedores estão produzindo o produto pirata. “O mochileiro está migrando. Em vez de só vender, eles começam a produzir também”, informou o delegado.
O acusado está sendo indiciado pelos crimes de produção e venda de produto pirata, com fiança estipulada em R$ 7 mil e pena que varia entre 4 a 8 anos de prisão. De acordo com o delegado Ribeiro, até pouco mais de um mês a fiança para crimes desse tipo girava em torno de R$ 300.