Vinícius Borba
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A Polícia Civil não descarta a possibilidade de servidores do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) estarem envolvidos no furto de 1.578 câmeras de segurança. Os equipamentos seriam instalados nos ônibus da capital e estavam guardados no depósito da autarquia. Ontem, pelo menos dez pessoas foram ouvidas na 3ª DP (Cruzeiro), entre funcionários e seguranças da empresa privada que atua no prédio do DFTrans.
Para o delegado-chefe da 3ª DP, Elcimar Loli, é possível que tenha havido a participação de servidores da casa no furto, mas ele ressalta que ainda não ficou confirmada a autoria do crime. “É preciso confirmar a possibilidade, e também há suspeita de participação de pessoas de fora”, detalha.
As câmeras foram adquiridas ainda na gestão do governo passado por R$ 250 cada uma, totalizando o valor de R$ 395 mil ao Governo do Distrito Federal. Os equipamentos teriam sido furtados entre os dias 28 de março e cinco de junho.
O crime havia sido constatado e estava em investigação, mas foi confirmado e veio a público depois que dois homens foram presos na última quarta-feira, enquanto vendiam 20 câmeras na Feira dos Importados. J.B.M., 42 anos, e J.C.F., 36, foram presos acusados de receptação. Os equipamentos, que seriam instalados nos ônibus coletivos como reforço à segurança, eram vendidos entre R$ 30 e R$ 90 em bancas da feira.
Os suspeitos não apresentaram notas fiscais do produto, e afirmaram ter comprado o material em consignação. De acordo com a polícia, um dos homens detidos pagou fiança de R$ 18 mil no mesmo dia, e poderá responder ao processo em liberdade.