Leandro Cipriano
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Representantes legais e funcionários da empresa responsável pela manutenção da caldeira do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), que provocou o vazamento de óleo no Lago Paranoá, devem ser ouvidos pela polícia ainda nesta semana. Segundo o chefe da Delegacia Especial de Meio Ambiente (Dema), Ivan Dantas, será apurado se o problema ocorreu por falha mecânica ou humana, e os profissionais podem ser responsabilizados.
O administrador do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) já prestou depoimento à Dema. “Pelas provas colhidas na perícia e o laudo do Ibram, já temos condições de apontar que a contaminação do lago foi em decorrência do vazamento na caldeira do Hran”, informou Dantas. “Caso seja confirmada uma conduta criminosa, tanto a empresa como os funcionários irão responder conforme o artigo 54 dos Crimes Ambientais, que prevê pena de um a cinco anos de reclusão. Mas independentemente da culpa, os responsáveis são obrigados, por lei, a reparar o dano ambiental”, ressaltou.
Limpeza
Segundo a investigação da Dema, funcionários do Hran afirmaram que ocorreu um acidente no dia 1º de junho na sala da caldeira, o que teria causado o vazamento. “Esse fato foi constatado pelo hospital e comunicado á empresa. Foi feita a limpeza do local e a substância caiu na rede de águas pluviais, sendo levada para o lago”, explicou o delegado-chefe.
O óleo chegou aos poucos ao espelho d’água após o acidente. Testemunhas relataram sobre pequenas manchas de óleo no lago dias antes da contaminação se agravar. Mas somente após a chuva do último sábado, a substância foi totalmente carregada pela galeria de águas.
Será exigido pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do DF (Adasa) que a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) tome previdências para resolver o problema das galerias pluviais.