Arlison Brito
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Por volta das 19h desta quinta-feira (24), cerca de 150 manifestantes do grupo de apoiadores do Santuário dos Pajés, área que pertence ao Setor Noroeste, entraram em confronto com a Polícia Militar após o bloqueio parcial das faixas do Eixo Monumental em frente ao Palácio do Buriti.
A manifestação foi motivada pela proximidade do dia 29, data acordada entre governo, manifestantes e construtoras para a demarcação do terreno que compõe o Santuário. “O poder público não está cumprindo o acordo, estamos aqui para pressionar. Até agora ninguém foi lá medir absolutamente nada”, disse o manifestante Leandro Cruz.
Para permitir a passagem dos veículos e dispersar a multidão, 50 homens da PM usaram spray de pimenta e cacetete. A intervenção policial durou aproximadamente 15 minutos, duas jovens que tiveram seus olhos atingidos, precisaram ser carregadas por colegas até o gramado que divide os dois sentidos do Eixo.
Para o advogado dos manifestantes, Gilson dos Santos, a polícia agiu com excessos ao fazer uso da força contra o grupo. “Nossa manifestação tinha hora certa para acabar. Nada justifica a ação violenta e arbitrária da polícia”, finalizou.
A ação dos policiais ficou sob o comando do Major Antunes. Para ele, a Polícia Militar não agiu com brutalidade. “A falta de organização e de uma liderança dentro do grupo foi o que gerou tudo, não houve dialogo. Além disso, vieram pra cima da gente. Para garantir a fluidez do trânsito, tivemos que ser enérgicos”, explicou.
Vazamento de Esgoto
A “piscina” de esgoto do setor Noroeste foi drenada pela construtora Brasal, empresa responsável pela escavação da vala. Cerca de três caminhões limpa-fossa estavam no local para ajudar na operação, além de sete bombas submersas. O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) autuou a empreiteira para que a vala fosse esvaziada até as 10h desta quinta-feira (24).
De acordo com o diretor de obras da Brasal, Thiago Galvão, o prazo estipulado pelo Ibram foi referente ao envio dos relatórios sobre todas as medidas tomadas no local. “Até o horário estipulado era para a empresa apresentar as ações feitas para solucionar o problema, mas a conclusão dos trabalhos ocorreu final da tarde”, explicou.
Segundo a Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal (Semarh), foi aplicado uma medida de advertência contra a empresa com o objetivo de agilizar os trabalhos.
Os resíduos sólidos que foram atingidos pelo esgoto foram despejados no aterro sanitário da Cidade Ocidental. Uma das empresas responsáveis pela Gestão Ambiental do Noroeste informou que não há risco de contaminação do lençol freático.
A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) fará estudos para investigar se houve contaminação do lençol freático. No entanto, o órgão afirmou que possivelmente não houve danos.