Luís Augusto
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APolícia Civil poderá fazer a acareação entre o sargento da Polícia Militar e um grupo de rapazes da mesma família, envolvidos em uma briga de trânsito na pista marginal à DF-095, a Via Estrutural. A confusão ocorreu na madrugada de domingo. Dois irmãos foram baleados pelo militar. Um morreu no local e o outro está internado no Hospital Regional de Taguatinga (HRT).
A finalidade da acareação é esclarecer os pontos divergentes nos depoimentos das pessoas envolvidas. O sargento R.C., de 34, anos, lotado no Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA), afirma que atirou em legítima defesa. Um primo das vítimas, de 31 anos, que teria presenciado a discussão e os tiros, afirma ter ido ao local depois que J.P.C., de 22 anos, bateu na traseira do carro do militar e telefonou para a mulher contando o acidente.
A conversa entre os dois condutores durava 40 minutos quando os parentes chegaram. O estudante de gastronomia F.C.S., 32 anos, irmão de J.P., também foi ao local e chegou junto com um primo. Três minutos depois, ocorreu o trágico desfecho. Imagens de três câmeras do circuito de segurança de um condomínio foram apreendidas pela polícia e mostram a dinâmica do fato.
Segundo a polícia, as fitas gravam os carros batendo. Posteriormente, o policial conversando com J.P.. O rapaz telefona para a família, que chega rápido ao local. Com a chegada, o militar se afasta. Irmãos e primos caminham em direção ao policial. O primo fica parado, distante, com as mulheres.
Ainda de acordo com a polícia, as imagens apontam o militar caminhando de costa, recuando. Um dos jovens de camisa branca fica muito próximo a ele. Leva o primeiro tiro, na perna, mas não se intimida. O homem vestido com a blusa listrada também se aproxima e leva um tiro. Os três entram em luta corporal. O policial conseguiu se desvencilhar e efetuar mais dois tiros contra os irmãos. Um fica caído com uma das mãos protegendo o ferimento e o outro tenta ajudá-lo. O militar continua andando de costas, enquanto os irmãos ficam no chão.
Na opinião do delegado Bruno Cunha Carvalho e Silva, adjunto da 17ª DP (Taguatinga Norte), responsável pelo caso, não houve disparos sequenciais. O policial teria se afastado e telefonado para a corporação. A pistola .40 foi apreendida com sete munições intactas. O delegado aguarda os laudos de local feito na cena do crime pelo Instituto de Criminalística e o de necrópsia do Instituo Médico-Legal.
O delegado espera também ouvir o rapaz hospitalizado e apreender as roupas das vítimas. Só as vestes do policial estão na delegacia. As fitas que mostram a confusão serão encaminhadas à perícia. “Temos 30 dias para relatar o caso ou pedir a prorrogação”, afirma Bruno Cunha.
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