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Petrobras anuncia 15º reajuste em 2021 na gasolina e diesel

O aumento nos preços será de 7%, corresponde a R$ 0,21 por litro. Brasilienses se replanejam para ‘fazer caber’ no orçamento.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Por Luciana Costa
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Novo preço da gasolina e do diesel, que começa a valer nesta terça-feira (26), pesará mais ainda no bolso dos brasilienses. A Petrobras reajusta em 7%, a gasolina, em 9,1%, o diesel, correspondendo ao aumento de R$ 0,21 por litro. No reajuste do mês de setembro, a gasolina já havia subido 7,2%; os valores no acumulado dos últimos 12 meses, é de 68%.

Nos postos do DF, o preço médio da gasolina se já aproximava de R$ 7 por litro. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), após o primeiro reajuste em outubro, o preço cobrado na capital variou entre R$ 6,13 a R$ 6,99.

Agora, o marco de 7 reais pode ser ultrapassado facilmente, de acordo com Paulo Roberto, Presidente do SindiCombustíveis – DF. “Infelizmente, mais um reajuste. É o 15º reajuste neste ano, que já somam um aumento de 68%, e com certeza, virão novos aumentos se a Petrobras continuar seguindo essa política de preços”, afirma.

Com mais de 1,3 milhão de carros na cidade, os brasilienses já sentem no bolso o custo alto da gasolina, que reclamam da instabilidade dos preços nos postos. Domingos Antônio, de 51 anos, aposta que “até dezembro estará dez reais!”, e complementa, sério, “um tanque pode custar meio salário-mínimo, seria cômico se não fosse catastrófico”.

As viagens para o Plano Piloto estão cada vez mais difíceis de bancar, para muitos, a saída tem sido optar pelo transporte público. Mas, Moisés Wanzeller, 26, que mora em Sobradinho II e trabalha na Asa Norte, diz que prefere cortar gastos onde possível para manter o veículo abastecido. “A gasolina não é um artigo de luxo, mas um elemento básico na rotina de milhões de pessoas, sendo esse o meu caso”,

Reconhece também que, como ele, muitas pessoas já vivem dentro de limites estreitos e ter que se adaptar novamente para ‘fazer caber’ no orçamento. “O grande receio das pessoas é que os cortes comecem a ser feitos em itens que são essenciais”, afirma Moisés.

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Para ele, é injustificável a política de preços da Petrobras. “A Petrobras, que detêm o monopólio de combustíveis do país, adotou uma política que se preocupa em distribuir lucros a meia dúzia de pessoas e pouco se importa com o acesso da população a um item que é básico no dia a dia”, opina.

Em nota oficial, a Petrobras justificou que “esses ajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”.

A redução do ICMS no DF para 2022

Neste ano, o GDF sanciona lei que reduz a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis. A partir do ano que vem, é previsto que a redução aconteça gradualmente em 1% anualmente até 2024.

A incidência sobre combustíveis líquidos sem alíquota específica, que englobam a gasolina e o álcool é de 28% e cairá para 25% em 2024. A taxa sobre o diesel, de 15% para 12%. O texto também estabelece a incidência de 28% do ICMS, sobre serviço de comunicação, petróleo e combustíveis gasosos.

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Na prática, a medida reduz os combustíveis de volta para os valores de 2015. A Secretaria de Economia do Distrito Federal estimou que não arrecadará mais de R$ 345 milhões de reais, sendo compensado pelo reaquecimento do comércio e do maior consumo dos brasilienses.








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