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Markt Club anuncia vencedora do concurso Prêmio de Inovação

A estudante disse que a inspiração para elaborar o projeto surgiu do fato de que muitas mulheres não sabem a quem recorrer

Foto: Divulgação

O clube de vantagens Markt Club anunciou, nesta semana, a vencedora do concurso Prêmio de Inovação. A estudante do 6º período de psicologia, no Centro Universitário de Brasília (Uniceub), Luana Coutinho Aguiar, 21 anos, foi a grande vencedora do concurso com o projeto Assistência contra a violência à mulher. Ela recebeu do clube de vantagens um prêmio, no valor de R$ 5 mil, a possibilidade de contratação pelo Markt Club. A UDF se comprometeu a ofertar uma bolsa para um curso de pós-graduação EAD na instituição totalmente gratuito.

Com o objetivo de incentivar a inovação e o empreendedorismo nos estudantes de ensino superior do DF, o concurso foi idealizado pelo clube de vantagens e contou com o apoio acadêmico da UDF. Ao todo, foram 32 inscrições, que aconteceram em agosto de 2021. Uma banca examinadora começou a analisar as propostas e, em setembro, foram selecionados 5 finalistas. Desses, o projeto vencedor foi o que apresentou a melhor ideia para plataformas online e de e-commerce.

A estudante disse que a inspiração para elaborar o projeto surgiu do fato de que muitas mulheres não sabem a quem recorrer. “Elas acreditam que a única e exclusiva alternativa é ligar para o 180. Além disso, também pensei que essas mulheres precisam ser acolhidas, ouvidas e saberem que outras pessoas se importam com a causa delas”, informou Luana. 

Segundo a vencedora do concurso, a ideia do projeto surgiu a partir de uma conversa que teve com sua irmã Letícia, que é bastante envolvida com a causa de violência contra a mulher, assim como, durante sua graduação, por ser um tema sempre recorrente. Na opinião da estudante, as mulheres precisam de acolhimento e respeito, até mesmo quando elas não querem denunciar. “Sendo assim, ainda tem o problema da maioria das mulheres não saberem que podem recorrer a alternativas, tais como o chat com ONGs e com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Além disso, pensei sobre o fato de que, por mais que essas mulheres não denunciem, elas saberão que na página é um ambiente em que elas serão acolhidas, além de ser uma forma bem mais sútil para denunciar, pois, é só fechar a página, caso o agressor esteja no mesmo ambiente”, explicou Luana.

Sobre os planos para o futuro, a estudante é categórica: “Confesso que gostaria de empreender e atuar na área clínica da psicologia, com temas relacionados à infância e à mulher”, declarou Luana.

Projeto

O Assistência contra a violência à mulher, funciona da seguinte forma: na plataforma do Markt Club terá um ícone para que a mulher possa solicitar ajuda ou auxílio em caso de sofrimento de violência doméstica que, ao clicar no Botão – 180, a ligação poderá ser direcionada para discar do celular. Há também o Fale online, em que a mulher, ao acessar Botão – Conversar pelo Chat, será redirecionada para o chat do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Essa é uma forma mais silenciosa e segura de denunciar.

Existe uma terceira opção que é a Fale com uma especialista. A pessoa que estiver necessitando de ajuda, basta acionar o Botão – Solicitar Atendimento.  Nele, será possível conversar com algum parceiro que ofereça atendimento psicológico online. Para que essa ferramenta funcione, será necessário fazer um convênio com algum especialista, ou uma parceria com alguma ONG que tenha assistência para mulher em situação de violência.

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Ao final da página terá o aviso esclarecendo que os canais não pertencem ao Markt Club e que a pessoa será redirecionada aos órgãos responsáveis pelo atendimento para quem está em situação de violência.

Roberto Niwa Camilo, CEO do Markt Club, disse que a expectativa gerada com o concurso foi superada. “Recebemos 32 projetos no total. Foram áreas muito distintas apresentadas. Desde Inteligência Artificial (AI), seguindo para soluções financeiras, até a questão de política social, que trata o projeto vencedor, disse Niwa Camilo.

O CEO comentou ainda que o concurso foi uma experiência extremamente enriquecedora. “A ideia era incentivar o mercado e motivar os jovens. Dentro de um diagnóstico geral, existe um déficit muito grande de profissionais da área de Ti e ficou confirmado no concurso. Foram poucos os projetos ligados à área de desenvolvimento. O Brasil tem cerca de 50 mil postos de trabalho não ocupados na área e, a previsão, é esse número aumentar muito. Existem oportunidades, mas não temos gente para preencher as vagas. No entanto, ficamos surpreendidos com a quantidade e qualidade dos jovens de outras áreas, que apresentaram propostas enriquecedoras, como a vencedora. São jovens com grande senso de responsabilidade social”, informou Roberto.

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