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Acaba maior greve dos metroviários do DF

A greve teve início com as reclamações sobre os constantes cortes de salários e benefícios, como alimentação e transporte

Foto: Tereza Neuberger/ Jornal de Brasília

Por Tereza Neuberger
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Após 187 dias operando com 80% da frota em horários de pico, e 60% da frota em horários de menor movimentação, a maior greve da história, realizada por funcionários da Companhia Metropolitana do Distrito Federal (Metrô-DF), deve chegar ao fim a partir de amanhã (26).

A paralisação teve início no dia 19 de abril, deste ano. Segundo o sindicato dos metroviários (Sindimetrô), os funcionários já estavam sem vale alimentação nesta data, o que está dentre as reivindicações feitas pela categoria durante a paralisação. Auxílio-alimentação, auxílio no plano de saúde, indenização de transporte, quebra-de-caixa e abono especial estão entre as reivindicações dos metroviários do DF.

De acordo com o Sindmetrô, a Companhia Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), queria retirar os direitos básicos ao assinar o Acordo Coletivo de Trabalho, e a empresa estaria realizando descontos nos salários antes de uma decisão permitindo os descontos.

Durante seis meses houveram inúmeras tentativas de acordo entre os funcionários e o Metrô-DF, mas somente na data de hoje(25) a justiça determinou o fim da greve dos metroviários. Ao Metrô-DF fora determinado o cumprimento das reivindicações em questão, manteve todos os benefícios financeiros, inclusive o abono especial do “Sodexo”. Em caso de descumprimento, a direção do Sindmetrô pode recorrer em crime de responsabilidade por descumprir decisão judicial e recorrer em multa revertida ao empregado. Os dias parados devem ser compensados (negociados entre as partes), cabe recurso no Superior Tribunal do Trabalho, caso não haja consenso, o Metrô-DF só pode descontar 10% mensal do empregado. “A justiça julgou as cláusulas conforme nós pedimos na ação judicial. Quando são julgadas pelo tribunal, automaticamente ela vem como decisão judicial para serem cumpridas.”, conta Hugo Lopes, diretor de relações sindicais do Sindmetrô.

Os funcionários do Metrô deverão informar um posicionamento definitivo se voltarão ou não aos trabalhos, em Assembléia que será realizada pelo Sindmetrô ainda nesta segunda-feira (25), na qual a direção do Sindmetrô se declara favorável à volta dos funcionários ao trabalho.“Vamos direcionar pelo fim da greve, mas quem decide é a categoria.”, afirma o SindMetrô.

Em nota ao Jornal de Brasília, o Metrô-DF informou que aguarda a publicação do Acórdão para tomar as medidas judiciais cabíveis.

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Atualmente o número de trens no horário de pico obedece ao percentual de 80%. Nos demais horários, 60%. Portanto, em dias úteis, a frota no horário de pico, das 6h às 8h45 e das 16h45 às 19h30, é de 19 trens em circulação.

No horário de vale diurno (das 8h45 às 16h45), são 9 trens – 60% do número que normalmente circula nesses horários. E, no horário de vale noturno, das 19h15 às 23h30, a frota passa a ser 5 trens em circulação. Aos sábados, são 12 trens no horário de pico (das 6h às 9h45 e das 17h às 19h15); no horário de vale diurno (9h45 às 17h), 7 trens; no vale noturno (19h15 às 23h30), 5 trens. Aos domingos e feriados, a quantidade é de 5 trens durante todo o horário de funcionamento (7h às 19h).








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