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Brasília

Pesquisador da UnB faz descoberta que pode revolucionar o tratamento de câncer

Arquivo Geral

20/01/2012 7h10

Da Redação,
com UnB Agência
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Uma descoberta que pode revolucionar o tratamento de câncer e outras doenças metabólicas foi divulgada em artigo publicado na versão online da revista Nature – publicação de maior prestígio científico do mundo. A equipe chefiada pelo pesquisador John Schwabe, da Universidade de Leicester, Inglaterra, descobriu que uma molécula presente no núcleo de células humanas é responsável por modular a atividade da enzima HDAC3, importante para a  regulação dos genes. O estudo teve a participação do pesquisador Guilherme Santos, do Departamento de Farmácia da UnB.

 

 

Guilherme passou a integrar o estudo conduzido pelo pesquisador inglês, em 2005, como parte do seu treinamento de pós-doutorado. Na época, o Schwabe desenvolvia suas pesquisas no Laboratório de Biologia Molecular do Medical Research Concil, em Cambridge. Desse laboratório saíram 13 ganhadores de prêmio Nobel, incluindo Watson e Crick, descobridores da dupla hélice do DNA.

 

 

“Meu objetivo era dar continuidade a meu treinamento cientifico focado em estudos estruturais de receptores nucleares”, recorda Guilherme. “Quando iniciamos este projeto, não tínhamos ideia da existência desta molécula no complexo de proteínas que estávamos estudando – que incluia a enzima HDAC3”. Guilherme teve participação essencial nos primeiros passos da pesquisa. “Consegui colocar o projeto em andamento e mostrar que era possível fazer”, disse.

 

 

RAIO X

 

A cristalografia é uma das principais técnicas utilizadas para os estudos estruturais e aplicadas no estudo. “Nós cristalizamos a proteína de interesse para facilitar o estudo de sua estrutura”, explica Guilherme. Em seguida, a molécula passa por um feixe de raios X em um síncroton, um acelerador de partículas que serve para determinar a posição exata dos átomos dentro das moléculas. O uso da técnica na enzima HDAC3 revelou que a molécula IP4 funciona como uma “supercola intermolecular” entre a HDAC3 e a proteína SMRT – que regula a atividade da HDAC3 – inibindo ou ativando a enzima.

 

 

A HDAC3 é responsável pela produção de novas proteínas por meio da regulação da expressão gênica – que converte as informações do código genético em proteínas essenciais para a célula. “Ela é importante porque atua no fechamento da cromatina”. A cromatina é a estrutura molecular onde o DNA fica compactado, para que a produção de novas proteínas aconteça ela precisa estar aberta. Atuar na IP4 é uma forma de controlar a atividade da HDAC3.

 

 

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (20) do Jornal de Brasília.

 

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