Marcelo Vieira
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A informação de que a partir da próxima segunda-feira o servidor público federal, estadual, municipal e distrital – de qualquer poder (Judiciário, Executivo e Legislativo) – poderá transferir sua conta-salário para o banco que quiser agradou à maioria do funcionalismo. É o que revela pesquisa do Portal Clicabrasília (www.clicabrasilia.com.br), do Grupo Jornal de Brasília. Questionados, em enquete, sobre a pretensão de mudar de instituição bancária, 68% dos servidores afirmaram que vão fazê-lo, contra 32% que disseram não.
A portabilidade bancária no funcionalismo público é um direito conferido por determinação do Banco Central (BC), em 2006. A operação é simples e rápida. Só muda quem quiser. Os atuais bancos vão manter a conta para depósito do pagamento e o servidor poderá fazer a transferência sem ônus para a instituição que quiser.
A portabilidade deve acirrar a concorrência entre os bancos. Entre os bancos que serão mais prejudicados pela medida estão o Banco do Brasil e o Banco de Brasília (BRB). O País conta hoje com 11 milhões de servidores, boa parte deles pagos pelo BB. Já o BRB recebe a folha de pagamento de 197 mil servidores do GDF, que correspondem a quase 40% de toda a sua clientela.
Quem tem empréstimo no banco de origem também terá direito à portabilidade bancária. A diferença é que a transferência da conta-salário acontecerá já com o desconto do valor da prestação. O cliente só perderá o direito dessa transferência direta e da isenção de tarifas se optar pela conta-corrente, ficando sujeito aos preços cobrados pelo banco.
Andréa Gomes, 34 anos, servidora, já pesquisou e sabe para qual banco vai mudar. “Ele tem tarifas mais em conta e tem agências em vários pontos do País”, justifica.
Leia mais na edição desta sexta-feira (30) do Jornal de Brasília.