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Brasília

Período chuvoso agrava risco de contaminação da população por leptospirose

Arquivo Geral

05/01/2012 7h23

 

Bruna Sensêve
bruna.senseve@jornaldebrasilia.com.br

 

Aépoca de chuvas tende a ser o período de maior proliferação da leptospirose já que a urina de roedores, principal transmissora da bactéria, é carregada pelas cheias dos rios e enxurradas diretamente para o contato humano. A Secretaria de Saúde do DF emitiu alerta para a doença já que janeiro é um mês crítico.

 

Durante todo o ano de 2011, foram confirmados oito casos de leptospirose. Existem ainda mais duas pessoas com suspeita de contágio. O último caso foi registrado na semana do Natal. Um morador de Vicente Pires morreu após dar entrada no hospital onde o médico responsável relatou o diagnóstico clínico de contaminação por leptospirose.

 

A Diretoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (Dival/SES-DF) ainda aguarda o resultado laboratorial para confirmar a suspeita. Se o exame for positivo, o Distrito Federal terá registrado, em 2011, quatro óbitos motivados pela contaminação da bactéria Leptospira. O outro caso, ainda sem confirmação, aconteceu em novembro do ano passado. O paciente morador de Sobradinho sobreviveu. A região administrativa foi foco do maior número de pessoas comprovadamente contaminadas.

 

Quatro moradores da cidade estão entre os oito contaminados pela doença em todo o DF. Os outros casos aconteceram no Condomínio Sol Nascente, em Ceilândia; em uma área rural no Lago Norte, próxima ao Varjão; em área rural de Brazlândia; na Fazenda Sucupira, próxima ao Riacho Fundo; e em Santa Maria.

O período de chuva é o momento em que a Vigilância Ambiental está mais atenta para a desratização dos principais pontos onde roedores são encontrados no DF. O Setor Comercial Sul é um deles. A desratização aconteceu na semana passada quando foram encontradas aproximadamente de 250 tocas desses animais. Cada uma delas possui uma colônia média de 12 ratos, o que totaliza cerca de três mil ratazanas. “Não temos como saber quantas estão contaminadas com a bactéria, então, partimos do princípio de que todas podem ser portadoras da doença”, diz o médico veterinário da Diretoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do DF (Dival/SES-DF), Ivanildo de Oliveira Santos.

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (05) do Jornal de Brasília.

 

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