Da Redação
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Cerca de 30 mulheres poderiam ser as próximas vítimas do pedreiro Francisco Cosme Leal Gomes, 43 anos, que confessou o estupro, assassinato e ocultação de cadáver da menina Beatriz Silva do Nascimento, de apenas nove anos. No barraco em que ele morava, no Condomínio Canaã, Colônia Agrícola Sucupira, no Riacho Fundo II, foi encontrado um bloco com anotações contendo nomes, idades e o telefone das jovens.
O caderninho foi encontrado na segunda-feira, por uma mulher, e entregue na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul). Também foram localizadas cartas que a mãe de Francisco Cosme enviava a ele quando estava preso em Campinas (SP) por uma condenação de 12 anos pelo crime de estupro. Ele fugiu depois de ser beneficiado pela liberdade condicional.
Segundo o delegado-adjunto, Daniel Machado, as anotações foram entregues na delegacia porque foi onde a mãe de Beatriz registrou a ocorrência de desaparecimento da filha. Mas, como a criança permaneceu cinco dias sem ser encontrada, o caso foi transferido para a Divisão de Repressão a Sequestro (DRS). Foram agentes da especializada que prenderam o pedreiro e localizaram o corpo da garota às margens de um córrego, próximo ao barraco onde o suspeito morava.
Machado disse que a “agenda” foi encaminhada à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) que investiga a hipótese de existirem outras crianças vítimas de Francisco Cosme. Desde o momento da prisão do réu confesso, a polícia suspeitava que ele poderia ter feito vítimas por onde passou.
Auxílio
As anotações com os nomes das mulheres poderão ser um indício da participação de Francisco Cosme em outros estupros. Os investigadores ainda não sabem se os nomes são de possíveis vítimas que estavam na mira do pedreiro ou qual a relação dele com essas mulheres.
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