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Brasília

Pedreiro é morto a tiros em Arniqueiras

Arquivo Geral

23/02/2009 0h00

O domingo de Carnaval vai ficar marcado para sempre na vida de familiares do pedreiro Washington de Souza Terra, look 30 anos. Ele  foi assassinado com dois tiros de revólver calibre 38, por volta das 16h, no conjunto L da QS 11, a cerca de 20 metros do Arniqueira Shopping, onde trabalhou durante a construção.


O autor do homicídio é um homem identificado pelo apelido de Tizão. O suspeito tem antecedentes criminais e saiu da prisão há três dias. Segundo a polícia, ele fugiu do local acompanhado da mulher e da filha – uma criança de cerca de 4 anos –, além de mais três cúmplices.


Testemunhas contaram à reportagem do Jornal de Brasília que Tizão passou a tarde em um bar nas proximidade, tomando cerveja com a arma do crime na cintura e seis munições na mão. Ele teria entrado no banheiro de uma loja de roupas e quando voltou encontrou o pedreiro conversando com o dono do estabelecimento.


Sem pronunciar qualquer palavra, retirou a arma de debaixo  da blusa e atirou à queima roupa em Washington. O pedreiro caiu e morreu no local.Três pessoas que estavam nas proximidades do local do crime disseram que o autor dos disparos saiu andando tranquilamente com a arma na mão. Tizão mora na mesma quadra da vítima. A polícia suspeita de vingança, porque nenhum objeto foi levado de Washington.


Ao lado do corpo, peritos do Instituto de Criminalística (IC) recolheram dois óculos. Um era usado pela vítima e o outro pelo acusado. Ambos podem servir de pista para agentes da Seção de Investigações de Crimes Violentos (SIc-Vio) da 12ª DP de Taguatinga Sul), responsáveis pelas investigações, descobriram o nome autor da morte do pedreiro. No entanto, testemunhas confirmaram que Tizão foi quem praticou o homicídio.


Parentes de Washington estiveram no local do assassinato e o identificaram. O pedreiro era casado e tinha dois filhos.  Geraldo Júnior, primo da vítima, lamentou a falta de policiamento na região. Disse que se houvesse polícia no local teria prendido o acusado antes do crime, quando ele exibia a arma. Na opinião do sargento Josemar Flores, do 2º Batalhão de
Polícia Militar, a participação da comunidade é fundamental para prevenir os crimes. Ele disse que 30 minutos antes do  homicídio abordou alguns suspeitos perto do local. “Se alguém tivesse denunciado, tínhamos prendido o acusado e evitado o homicídio.”

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