Gabriela Coelho
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A vulnerabilidade do pedestre em meio à violência preocupa a população do Distrito Federal. De acordo com um levantamento da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), aumentou em 16,5% o número de roubos a transeuntes, nos três primeiros meses do ano. Enquanto em 2011 foram 4.207 ocorrências, em 2012 foram 4,9 mil, neste mesmo período. Por dia, são 54 casos. Segundo a polícia, a desatenção da vítima propicia o crime.
De acordo com o delegado-chefe de Repressão a Roubos e Furtos, Fernando César Costa, o perfil dos criminosos é ligado ao tráfico de drogas. “A maioria das pessoas que comete esse crime faz o uso de entorpecentes. Geralmente, eles furam objetos mais fáceis de trocar por uma pedra de crack, como celulares, relógios, dinheiro, colares, brincos. E eles percebem a movimentação das vítimas para atacar”, detalha.
Segundo o comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar (Centro), coronel Gouveia, um dos piores problemas da área central de Brasília é o furto e roubo a pedestres. “Nessa área, passam cerca de 700 mil pessoas por dia. E elas não param, apenas andam muito apressadas e muitas vezes estão distraídas. As pessoas facilitam a ação dos criminosos, que escolhem a vítima”, alerta o policial.
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