Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br
Dezesseis passagens pela polícia por formação de quadrilha, estelionato, falsificação de documentos públicos e receptação. Está é, segundo a polícia, a ficha criminal do pastor Rubens Ferreira de Morais, 60 anos, conselheiro de jovens da Igreja Batista Central de Brasília, na 604 Sul.
Ele foi preso por policiais da Divisão de Operações Especiais (DOE), ás 17h30 de sábado (31), em um bloco residencial na 212 Sul, levado para a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) e transferido para o Departamento de Polícia Especializada (DPE), no Parque da Cidade, mas deve ser encaminhado para o Presídio da Papuda.
O Conselho Eclesiástico da Igreja Batista Central de Brasília (IBCB) distribuiu nota oficial, afastando o pastor de suas funções até que o caso seja esclarecido. O documento afirma que a congregação não sabia do envolvimento do sacerdote em crime e vai coloborar com a polícia, o Ministério Público na apuração.
Morais está condenado desde 2001 por formação de quadrilha, em um inquérito movido pela Delegacia de Roubo e Furto de Veículo (DRFV). Desde então, ele era procurado pela Justiça, apesar de frequentar uma igreja ao lado da Procuradoria Geral da República.
A prisão pegou cerca de dez mil membros do templo de surpresa. Morais era da Igreja Filadélfia, no Guará. Há 11 anos estava na Batista Central e em maio do ano passado consagrou-se pastor. Era apontado como acima de qualquer suspeita.
O presidente da Igreja Batista Central de Brasília, pastor Ricardo Lima Espíndola e o advogado Arnaldo Cardoso foram à 1ª DP logo que souberam da prisão. Espíndola chegou a perguntar à delegada de plantão se não estava havendo um engano. Logo depois de ser informado de que todos os dados do suspeito haviam sido checados, a dúvida foi esaurida. Se ficar comprovada a participação dele, o conselho poderá expulsá-lo da igreja.