kelly Ikuma
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Mais de 54 pessoas se feriram em acidente envolvendo dois ônibus na via marginal da Estrada Parque Taguatinga Guará (EPTG), na manhã desta sexta-feira (3). De acordo com dados preliminares do Corpo de Bombeiros, desse total, 20 vítimas foram encaminhadas ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), oito deles em estado grave. Os outros feridos se dividiram entre os hospitais de Ceilândia, Brazlândia, Taguatinga e Samambaia, mas nenhum corre risco de morte. Testemunhas afirmam que um veículo que tentava entrar em um posto de combustíveis teria parado em frente a um desses coletivos, que teve que frear bruscamente causando a colisão do ônibus que vinha logo atrás.
Cerca de oito ambulâncias do Corpo de Bombeiros e três do Samu foram deslocadas para o local. De acordo com testemunhas que presenciaram o acidente, o veículo responsável pela colisão fugiu sem prestar socorro. As vias marginais tiveram que ser interditadas para que os bombeiros pudesses trabalhar. A perícia ficou no local até às 10h e os coletivos foram retirados e a pista liberada às 10h30. A Polícia Civil recolheu os tacógrafos – medidores de velocidade – dos dois ônibus para análise, mas passageiros afirmaram que os dois carros estavam acima da velocidade da via, que é de 60 km/h. O resultado da perícia ficará pronto em 15 dias.
O cobrador do ônibus da Viplan, Gleison Silva, 27 anos, afirma que durante os três anos que está nessa profissão nunca passou por uma situação como essa. “Não deu para ver quase nada. Foi muito rápido. Só vi várias pessoas no chão, feridas, muitas gritando. Mas o momento que mais entrei em pânico foi quando um senhor desmaiou com o impacto”, revela. De acordo com ele, cerca de 70 passageiros estavam dentro do coletivo no momento do acidente, o que significa que vários estavam em pé, fato que pode ter agravado a situação das vítimas.
A proximidade entre os dois veículos envolvidos pode ter sido o outro fator responsável pela colisão. O sargento da Polícia Militar do DF, Valtecy Alves, disse que esse é um dos fatores mais comuns em acidentes como esse. Ele afirmou ainda que, aparentemente, os coletivos estavam em condições de circular, mas defende que os órgãos responsáveis devem fazer o remanejamento da frota assim que possível, além de realizar também as manutenções necessárias.