Da Redação
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ASecretaria de Transparência e Controle irá investigar, a partir da próxima semana, as suspeitas de participação de servidores do Governo do Distrito Federal com o suposto esquema de corrupção gerenciado por Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira. Escutas realizadas no decorrer da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, sobre atividades ilegais vinculadas ao nome de Cachoeira, apontaram uma possível participação de funcionários do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) e Polícia Militar no DF.
As investigações deixam a entender que servidores do Ibram e da Terracap teriam favorecido Cachoeira em uma transação fundiária em áreas dentro da Fazenda Gama, que abrange um terço da área do DF. Quanto ao integrante da PM, ele teria participação em um esquema de indicação de policiais para vigilância e ações para beneficiar a rede de jogos ilegais de Cachoeira.
“Apesar de não termos ainda elementos concretos, porque não tivemos acesso aos autos, o governador determinou que fosse instaurado um procedimento disciplinar para apurar se há algum envolvimento”, enfatizou o secretário de Transparência, Carlos Higino. Segundo Higino, um passo será pedir acesso aos autos das investigações da PF. Para tanto, será solicitado na Justiça Federal o compartilhamento das provas.
Análise de documentos
O outro procedimento será a apuração interna nos órgãos citados, indo da análise de documentos até a coleta de depoimentos. Quanto aos processos fundiários, Higino deixou claro que a apuração irá buscar esclarecer se houve alguma ação irregular. Nas palavras de Higino, se houver uma transação ilegal, ela será anulada e os servidores envolvidos receberão a devida punição.
Quanto à investigação sobre o envolvimento de um policial militar, Higino revelou que a investigação estará a cargo do Departamento de Controle e Correição (DCC), a Corregedoria da PM. A informação foi confirmada pela assessoria da PM na seguinte nota: “A Polícia Militar do Distrito Federal informa que o Departamento de Controle e Correição (DCC) instaurou procedimento para apurar possível envolvimento de policial militar na prestação de segurança privada, em virtude dos documentos recebidos até a presente data”.
O PM não foi afastado de suas funções e a sindicância tem um prazo de 30 dias para conclusão. Procurada pela reportagem do Jornal de Brasília, a Terracap afirmou não ter qualquer informação a respeito dos fatos sugeridos pela investigação e que o servidor citado deixou o órgão no ano passado. O Ibram informou que não foi citado oficialmente nas investigações. Em nota, o instituto declarou que requereu aos órgãos investigatórios mais informações sobre o caso.
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