Sheila Oliveira
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A situação dos parques de diversões no Distrito Federal é alarmante. Muitos estão funcionando desde 2009 sem a vistoria e laudo técnico da Secretaria de Defesa Civil, órgão do governo responsável pela inspeção da estrutura montada nesses locais. Os alvarás de funcionamento estão sendo emitidos pelas administrações regionais somente com a visita técnica do Corpo de Bombeiros, que verifica os itens de segurança contra o incêndio, e com a apresentação de um relatório particular de um engenheiro civil.
A Defesa Civil alega que as vistorias não estão sendo realizadas por falta do cumprimento de vários requisitos, entre eles o laudo técnico de cada brinquedo presente nos parques de diversões. Neste documento devem constar as informações técnicas de engenheiros mecânicos e elétricos, no qual definem o funcionamento, o material e capacidade dos equipamentos.
A visita técnica de órgão competente pela segurança de um parque de diversão tem validade de seis meses. Sem o laudo dessas visitas, os donos dos parques não conseguem emitir ou, até mesmo, manter o alvará de funcionamento. Além disso, os empresários ainda precisam apresentar autorização da Secretaria de Segurança Pública e da Vara da Infância e da Juventude.
No DF existem três parques de diversões fixos e outros 17 itinerantes, parques que mudam de cidade a cada 30 dias. Sem a vistoria da Defesa Civil e uma legislação específica para a instalação dos parques de diversões no DF, a segurança do público está entregue à própria sorte. Visto que os parques itinerantes não estão sendo fiscalizados a cada mudança de local assim como os que estão funcionando em pontos fixos.
No caso dos parques itinerantes, a falta de vistoria pode ser ainda mais grave. A cada mudança de cidade os brinquedos sofrem com solavancos e quedas, por conta do transporte. Em alguns desses parques, os equipamentos de diversão causam medo a quem observa com um pouco mais de cuidado. São brinquedos frágeis, feitos de madeira e, na maioria das vezes, adaptados com arame.
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