Gabriela Coelho
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OParque Nacional de Brasília, maior área de preservação da capital e patrimônio da humanidade, vive sob constante ameaça. Diariamente são feitas cerca de 15 autuações por desmatamento, construções ilegais, pesca e caça. A unidade, que acaba de completar 50 anos, concentra riquezas naturais diversas.
O chefe substituto de Fiscalização do Parque Nacional, Otaciano Matos, explica que o monitoramento é constante, uma vez que a área deve ser utilizada estritamente para preservação e pesquisa.Resistente, o pulmão da capital sobrevive às secas e incêndios e se renova a cada ano. Mas enfrenta também várias agressões que fogem dos caprichos da natureza. É o caso de invasões na área da Cidade Estrutural, a menos de 300 metros da área cercada do parque.
“Agora, tem as invasões do Lago Oeste, da Estrutural, e o Lixão, que chegou bem próximo. Estamos cercados, mas sempre ligados. As rondas são feitas 24 horas por dia”, explica Otaciano Matos. Nas proximidades do Lixão, o ambiente arborizado e puro se transforma. Há muitos urubus, moscas, ratos, o cheiro é forte e algumas árvores já apodrecem por conta da contaminação. “Antes, era comum observar tamanduás, antas, capivaras, emas e porcos. Hoje ainda dá pra ver, mas eles costumam aparecer apenas no período noturno”, completa.
Otaciano Matos afirma que a Terracap já foi notificada para tirar as invasões próximas do parque. O Jornal de Brasília entrou em contato com a Terracap, mas não obteve retorno.
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