Gabriela Coelho
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“Não temos mais vontade de fazer o que fazíamos. A Bia era uma menina que cativava todos com um sorriso e jeito alegre de ser. A noite de Réveillon será como as noites que estamos passando: sem luz, alegria e comemoração. A minha irmã tinha tudo para ser uma criança feliz e continuar a vida, mas infelizmente isso não irá mais acontecer”, lamentou o irmão de Beatriz Silva, Joel Baldov, de 20 anos. Inconsolável, a mãe, Maria de Lourdes Silva Alves Feitosa, se despediu da filha em prantos.
O enterro da menina, abusada e morta pelo pedreiro Francisco Cosme Leal Gomes, 43 anos, foi marcado por comoção, revolta e curiosidade. O corpo chegou ao Cemitério de Taguatinga por volta das 10h de ontem, mas não houve velório por causa do avançado estado de decomposição.
Amigos, parentes e curiosos, revoltados, acompanharam o cortejo. “Não conhecia a menina, mas acompanhei pela televisão. É uma dor muito grande e uma revolta inexplicável. Dá vontade de xingar, gritar, mas infelizmente não foi o primeiro e não será o último”, disse a dona de casa Maria do Socorro Vieira.
O pai da menina, Reginaldo Pereira, afirmou que a vida não será mais a mesma e lembrou da adoção da menina. “Minha menina fará muita falta na nossa vida. A adotamos quando ainda era um bebê e foi mágico porque tínhamos acabado de perder uma filha, ainda de colo. Ela tinha problemas nas perninhas, mas ficou boa”.
O caso
A menina foi encontrada morta às margens do córrego no Condomínio Canaã, Colônia Agrícola, no Riacho Fundo I, na noite de quinta-feira. Ela tinha desaparecido na manhã do dia 25 de dezembro. Francisco confessou o crime e levou a polícia no local onde havia ocultado o corpo, coberto com capim, galhos e troncos. O pai da criança acompanhou o trabalho da polícia durante o período de desaparecimento.
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