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Brasília

Pai de criança morta pediu que crianças não deem atenção a estranhos

Arquivo Geral

31/12/2011 7h15

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

 

 “Não durmo desde que minha filha sumiu. Tinha esperança de encontrá-la com vida, mas infelizmente, foi morta de uma forma brutal”, disse Reginaldo Pereira do Nascimento, 51 anos, agente de limpeza e conservação, pai de Beatriz Silva do Nascimento, nove anos,  encontrada morta às margens de um córrego no Condomínio Canaã, Colônia Agrícola Sucupira, no Riacho Fundo I, na noite de quinta-feira. Antes de ser estrangulada, a menina,  desaparecida desde às 11h30 do dia 25, foi violentada. O pedreiro Francisco Cosme Leal Gomes, 43 anos, confessou o crime e levou a polícia ao local onde havia ocultado o corpo, coberto com capim, galhos e um tronco de   árvore, numa área de preservação ambiental.

 

O pai da criança acompanhou o trabalho policial durante o período em que a filha estava desaparecida. No dia em que localizaram o corpo, ele esteve quatro vezes na 21ª Delegacia de Polícia (Pistão Sul, em Taguatinga), onde havia registrado a ocorrência do desaparecimento. Queria saber como andavam as investigações. Conversou com a  delegada-chefe Vera Lúcia da Silva, e afirmou ter certeza de que o caso seria resolvido naquele dia. Quando chegou ao local e viu o tronco da árvore sobre o corpo,  Reginaldo disse: “Sonhei que ela estava debaixo de uma árvore, mas não registrei se morta ou viva”.

Resignado, o pai manteve-se firme. Acompanhou o trabalho dos peritos do Instituto de Criminalística (IC) até o fim. Encontrou forças para reunir um grupo de dez crianças, pais e mães, que esperavam  o desfecho do caso, no condomínio.

 

Leia mais na edição deste sábado (31) do Jornal de Brasília.

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