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Brasília

Padre pode ter abusado de mais crianças no DF

Arquivo Geral

31/12/2011 20h35

Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 

 

A  Delegacia Especial de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) espera receber novas informações da população sobre o caso do padre indiciado pelo suposto crime de abuso sexual de crianças na região do Tororó, próxima ao Lago Sul e a 25 quilômetros de Brasília. O padre Evangelista Moisés de Figueiredo, de 49 anos, foi preso sob a  suspeita de abusar sexualmente de seis crianças com idades entre cinco e 14 anos. Segundo a delegada chefe da DPCA, Valéria Martirena,  existe a expectativa que a população traga ainda mais dados sobre o pároco. Para ela,  a divulgação da imagem e do nome do padre colabora  nos esclarecimentos dos casos suspeitos.

 

  A delegada lembrou que a polícia também aguarda o resultado da perícia técnica. Para Valéria,  o caso está praticamente solucionado. “Aguardo os laudos periciais e possíveis denúncias para concluir o inquérito”, afirmou. A reportagem do Jornal de Brasília tentou entrar em  contato com a Arquidiocese de Brasília. No entanto, as ligações não foram atendidas. 

 

A despeito da culpa ou inocência do padre, a comunidade do Tororó espera uma resposta definitiva para o caso. Populares contam que o pároco, dentro da comunidade católica, era uma pessoa muito querida e tinha proximidade e uma boa relação com todos. Alguns moradores consideram que a ação da polícia deveria ter sido diferente e que Evangelista deveria ter sido ouvido antes da prisão. “Tem gente dizendo que o padre foi vítima de armação”, disse um popular.

 

  
As pessoas que tinham contato próximo a eles se dizem abaladas. “Ele era meu amigo. E fez o batismo das minhas crianças e pelo que conheço dele, é inocente”, desabafou uma moradora. Várias pessoas disseram que Evangelista nunca demonstrou qualquer comportamento suspeito, sendo  muito prestativo. “O padre era acima de qualquer suspeita”, argumenta outro morador.

 

“O final de ano acabou triste. Nem sabemos se vai ter missa hoje. Vão mandar um novo pároco para nossa igreja?”, questinou um morador. Quanto à arma encontrada na casa do padre, pessoas próximas disseram que ela pertenceria a  família do sacerdote  há gerações. Da prisão até às 10h de ontem, não havia movimentação na casa de Evangelista. Entre os vizinhos a preocupação era com os dois cães do padre, que não receberam  comida.   

 

Leia mais na edição deste domingo (01) do Jornal de Brasília.

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