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Brasília

Pacientes reclamam de problemas pós-cirurgia

Arquivo Geral

26/07/2010 7h53

Mariana Laboissière
mariana.laboissiere@jornaldebrasilia.com.br

 

A Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida) recebe cerca de 500 processos por ano de pacientes que reclamam de problemas pós-cirurgia. No entanto, 70% dessas denúncias não são referentes a erros médicos, mas a consequências normais – ou previsíveis –  de um procedimento médico. Casos como esses são mais comuns do que se imagina. São pacientes que se submetem a pequenas cirurgias, mas ficam inabilitados pelo resto de suas vidas.

 

Uma simples noite de sono é motivo de grande preocupação para a vigilante Rosileide Gomes da Silva, 48 anos. Ela procura ficar no cantinho do colchão para não incomodar o marido, com quem divide a cama. Há cerca de dois meses tem sido assim, desde que ela sofreu uma perfuração na bexiga, após ser submetida a uma cirurgia para retirada do útero. “O cheiro forte de urina incomoda, então, para evitar que isso aconteça ou que eu acabe molhando a cama e ele, dormimos afastados”, desabafa.

 

Mesmo usando fraldas desde o aparecimento do problema, Rosileide afirma passar por situações desconfortáveis e constrangedoras constantemente, por isso, evita até sair de casa, a não ser por motivo de saúde. Tocar no assunto causa comoção à mulher, que se assume extremamente vaidosa. As unhas pintadas de vermelho tentam esconder os olhos cheios de lágrimas. “Não aguento mais essa situação. Não vejo a hora de voltar a minha vida normal”, indigna-se. Ela estima usar dez fraldas por dia e diz ter perdido as contas de quanto em dinheiro já gastou com a compra. Para piorar, ela teve que enfrentar os transtornos gerados por uma mudança no seu plano de saúde. Além de não conseguir atendimento nas antigas clínicas em que frequentava, a vigilante não tem cobertura para todos os exames e procedimentos que precisava realizar.

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (26) do Jornal de Brasília.

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