Operações do Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo, realizadas nesta sexta-feira (29), tiveram como resultado a remoção de dez edificações erguidas, sem autorização, em áreas públicas do Governo do Distrito Federal. Foram também retirados 200 metros lineares de muro e 500 de cerca. Houve, ainda, a apreensão de 83 materiais para construção. As atividades ocorreram, entre 09h e 13h, em Vicente Pires e no Lago Norte.
Somente na Colônia Agrícola Samambaia, em Vicente Pires, foram oito remoções. Na Chácara 56, condomínio irregular já consolidado, oito residências estavam em construção e tornaram-se alvos. Uma delas feita de alvenaria estava em fase de acabamento, com pintura e cerâmica. A obra, de 300 m², foi embargada este ano e o responsável intimado a demoli-la. No entanto, a irregularidade não foi sanada e, por isso, teve de ser removida.
Ainda em fase de construção, já rebocadas, outras três edificações em alvenaria acabaram retiradas. Os tamanhos variavam entre 100 e 250 metros quadrados. Mais três obras foram removidas. Estas erguidas em madeira, medindo aproximadamente 20 m², cada. A única edificação em alvenaria retirada no setor, de 65 m², acabou desconstituída na Chácara 57.
Privê I e II
Outra frente de atuação do Comitê passou por áreas rurais da região administrativa do Lago Norte. No Condomínio Privê I foram retirados 200 metros lineares de muro e duas edificações em alvenaria, de 40 m² cada. No segundo ponto, Condomínio Privê II, foram mais uma base, de 80 m², e 500 metros lineares de muro. Materiais para construção, um total de 83 itens, também acabaram apreendidos. São tábuas de madeira, folhas de madeirite, caibros e uma caixa d’água. De acordo com integrantes do Comitê, invasores querem consolidar irregularmente um condomínio urbano no local. As duas áreas atuadas se encontram no Km 05 da DF 005.
Participaram 251 servidores de tais órgãos: Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops), Agência de Fiscalização (Agefis), Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e a Companhia Energética de Brasília (CEB), Polícia Civil, Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). A coordenação foi de Major Sérgio Messias e Tenente Rômulo Ferreira (diretores de operações da Seops); e de Maria das Dores e Francisco Roberto (auditores fiscais da Agefis).