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Brasília

Operação da PCDF mira grupo suspeito de roubar celulares de luxo com falsas negociações

Mandados foram cumpridos em cinco regiões do Distrito Federal contra investigados que atraíam vítimas por plataformas de venda e aplicativos de mensagens

João Victor Rodrigues

03/07/2026 9h20

Foto: reprodução/PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Falso Comprador para desarticular uma associação criminosa suspeita de praticar roubos de celulares de alto valor por meio de falsas negociações na internet. A ação, conduzida pela 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Gama e Guará. Nenhuma prisão foi realizada durante a operação.

Segundo as investigações, o grupo agia desde o fim de 2025 utilizando plataformas de compra e venda e aplicativos de mensagens para atrair pessoas interessadas em comercializar smartphones. Os suspeitos criavam perfis falsos, com identidades masculinas e femininas, simulavam interesse na compra dos aparelhos e marcavam encontros presenciais em locais públicos para concluir as supostas negociações.

Nos encontros, os investigados anunciavam o assalto ou solicitavam o celular para avaliação antes de fugir com o aparelho. Em alguns casos, quando a vítima ou familiares tentavam impedir a fuga, outros integrantes da organização apareciam armados com facas e armas de fogo para intimidar os presentes e garantir a escapada do grupo. A Polícia Civil também apurou que, em uma das ocorrências, os criminosos exigiram o pagamento de um “resgate” para devolver o telefone roubado ao proprietário.

As investigações apontam ainda que os suspeitos possuem antecedentes por crimes como roubo, tráfico de drogas e porte ilegal de arma. Conforme a PCDF, eles responderão por associação criminosa e por diferentes modalidades de roubo qualificado, incluindo o emprego de arma branca, arma de fogo e atuação em grupo. Somadas, as penas previstas para os crimes podem ultrapassar 30 anos de prisão.

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