Camila Costa
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Novembro está terminando, mas deixa para trás um rastro de destruição, resultante da ocupação urbana desordenada e a falta de infraestrutura para escoamento e absorção das águas pluviais, problemas que se agravam com a chegada do período chuvoso. A chuva que caiu desde sexta-feira no Distrito Federal derrubou muros e pontes e alagou casas em vários pontos do DF.
Nas áreas de risco, como na Vila Rabelo, em Sobradinho, os muros de muitas casas trincaram com a força da água. Já a chuva de ontem alagou tesourinhas no Plano Piloto, além de um ônibus com 17 passageiros, um caminhão e três carros. Conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é que a chuva continue pelo menos até a quinta-feira.
A Secretaria de Defesa Civil do DF visitou moradores da Vila Rabelo na tarde de ontem e constatou três casas com maiores riscos de desmoronamento. As casas não foram interditadas porque o proprietário de uma delas assumiu o compromisso de consertá-las. Um laudo feito por engenheiros do órgão apontou as obras para estabilizar o risco. Foram dados dois dias para que os consertos sejam feitos. Depois desse prazo, a equipe da Defesa Civil voltará ao local para checar a situação.
Em Taguatinga, o muro do Centro de Ensino Médio EIT, na Área Especial do CNB1, desmoronou no sábado, em cima de quatro carros. “A equipe de engenharia fez um memorial e vamos resolver”, afirma o chefe do Núcleo de Material e Patrimônio da escola, Paulo de Freitas. Ele disse que o muro foi reconstruído no ano passado e a empresa responsável pela obra será acionada, caso esteja dentro da garantia.
Em outra região, cerca de 20 famílias e mais de 70 pessoas estão ilhadas. A ponte de madeira que liga a Colônia Agrícola Bernardo Sayão ao Guará, abaixo do Polo de Moda, caiu com a chuva. Para atravessar, moradores se equilibram e se apoiam no cabo de ferro que sustenta a ponte.
“Tem um ano que pedimos a recuperação da ponte, mas nada fizeram. Estou me sentindo presa, pois dá medo passar ”, diz Deise Fabris de Siqueira, 38 anos. Ela mora no local há 30 anos e precisa sair diariamente para ir à igreja onde é pastora. “Até as crianças passam aqui. Estamos correndo risco”, afirma Deise.
A Novacap divulgou uma nota de esclarecimento onde informa “que já encaminhou uma equipe para fazer a vistoria da área e para garantir a integridade dos moradores da Colônia Agrícola Bernardo Sayão”.
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