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Brasília

Obras nas casas populares devem começar nesta semana, segundo o GDF

Arquivo Geral

18/03/2012 7h10

Camilla Sanches
camilla.sanches@jornaldebrasilia.com.br

Asituação das 316 casas entregues à população remanejada de áreas de risco na Cidade Estrutural espanta quem mora na região administrativa e revolta os atuais proprietários das residências. As moradias foram invadidas antes de chegarem às mãos dos donos, sorteados pelo Cadastro Único da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). ´Para resolver o problema, o órgão  informou que as obras para reforma dos imóveis já foram licenciadas e devem começar na próxima semana.

 

As casas começaram a ser entregues no segundo semestre do ano passado. A maioria delas teve portas, janelas, pias, vasos sanitários e outros itens roubados, além de ter sido deteriorada pela ação dos invasores. De acordo com o diretor-presidente da Codhab, Luciano Queiroga, a reforma dos mais de 300 imóveis está prestes a começar . “A licitação da empresa que vai comandar a obra foi aprovada e o contrato, inclusive, já foi assinado”, garantiu o diretor do órgão. O anúncio foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal da última quarta-feira.

O prazo para a conclusão dos trabalhos é de 120 dias e o orçamento ficou em aproximadamente R$ 765 mil. A Codhab informou, ainda, que os moradores não precisarão deixar as residências durante a reforma. O objetivo é refazer tudo que está mal acabado, incluindo pintura e reposição de tudo que foi roubado.

O diretor destacou que, quando o atual governo assumiu a gestão, a construtora responsável pelas habitações da Estrutural havia abandonado a obra desde julho de 2010. “Além de abandonadas, elas estavam inacabadas e, enquanto o GDF fazia outra licitação para assumir o trabalho, entre janeiro e agosto do ano passado, as casas foram invadidas”, justificou.

Na residência do casal Erisvaldo Mereciano Santos, 28 anos, e Aline Martins do Nascimento, 20, o transtorno já começa na entrada da casa. A porta foi arrombada – como em quase todas as casas das quadras 7 e 8. Os moradores colecionam outros aborrecimentos, como falta de fiação, pia da cozinha quebrada e canos e descarga do banheiro arrancados. Se não bastassem tantos aborrecimentos, eles ainda sofreram ameaças.

 

Leia mais na edição impressa deste  domingo (18) do Jornal de Brasília.

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