Os cerca de três mil funcionários do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha realizaram, no início da manhã desta terça-feira (12), um protesto no canteiro de obras do estádio, pedindo melhores condições de trabalho e por conta da morte de um servidor.
Desta maneira, eles foram liberados, devendo retornar ao trabalho nesta quarta-feira (13). A paralisação se deve por causa da morte do operário José Afonso de Oliveira Rodrigues, de 21 anos, que caiu de uma laje na tarde da última segunda-feira (11).
De acordo com a empresa Consórcio Brasília 2014, que é o responsável pela execução da obra, os funcionários foram liberados para que a perícia possa continuar no local para que se possa entender a causa do acidente. Ela informou ainda que o trabalho da Polícia Civil teve que ser interrompido na noite da última segunda por conta da escuridão no local.
Ainda na segunda, o Governo do Distrito Federal (GDF) lamentou, em nota, o falecimento do operário e se solidariza com sua família. Segundo o GDF, foi uma fatalidade um acidente acontecer em uma obra que ganhou recentemente o certificado SA 8000 (Social AccountAbility 8000) por conta da responsabilidade social com seus operários.
Mesmo assim, para um dos operários que estavam no local na manhã desta terça, que não quis se identificar, os riscos em obras como esta que ocorre no Estádio Nacional são muito elevados. “Mesmo com os equipamentos necessários, trabalhamos arriscando a vida. Quando as obras terminam, muitos chegam a sair com sequelas”, conta.
O GDF informou que já solicitou ao Consórcio Brasília 2014 a adoção de todas as providências que se fizerem necessárias para apuração dos fatos, bem como de apoio à família da vítima.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, José Afonso despencou de uma altura de quase 30 metros após uma madeira ceder. Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros, Efraim Miranda, o ajudante usava parte do cinto de segurança no momento do acidente. De acordo com os bombeiros, ele teve afundamento facial, trauma no tórax e traumatismo craniano encefálico.