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Brasília

OAB fiscaliza advogados que oferecem serviços de forma ostensiva

Arquivo Geral

02/12/2011 7h04

 

Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

 

 

 

Ao andar pela C 12, em Taguatinga Centro, é fácil perceber a prática de captação ilegal que alguns advogados estão utilizando para conseguir clientela. Muitos não sabem, mas abordar pessoas na rua e até fazer publicidade ostensiva são ações proibidas pelo Código de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e podem ser punidas.

 

“Não existe espaço para a prática de captação de clientela direta ou indiretamente. O advogado é proibido de fazer isso. Não pode também realizar publicidade intensa, mandar correspondências, nada. O cliente é que deve ir atrás do advogado e não o contrário”, explica o presidente do Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OAB, Claudismar Zupiroli.

 

O presidente ainda afirma que a prática já é conhecida por eles, mas que agora estão tomando as providências cabíveis. “É uma prática ilegal, mas antiga. Os casos mais graves são na Superintendência do Trabalho, tanto em Taguatinga quanto na Asa Norte. Por isso, esta gestão do TED está agindo mais e fazendo esse enfrentamento”, afirma.

 

Mesmo sabendo da proibição, alguns advogados estão utilizando  terceiros para abordar pessoas nas ruas. Em Taguatinga, por exemplo, os contatos acontecem próximo ao Tribunal Regional do Trabalho, onde cerca de 14 “puxadores”, como são chamados, ficam espalhados em busca de cliente.

 

Homens e mulheres, sem identificação, se acomodam em bancos ou encostados nos prédios, aguardando alguém passar. Quando um interessado para, a indicação acontece. “O cliente não tem conhecimento que é ilegal, por isso aceita. Normalmente são trabalhadores, que estão fragilizados, por isso, quem tem que agir é a OAB”, ressalta.

 

A equipe do Jornal de Brasília esteve no local e constatou a movimentação. Sem saber de quem se tratava, um dos puxadores abordou um integrante da equipe e ofereceu serviço, indicando, segundo ele,  o melhor advogado da região. Basta se interessar que o puxador leva o provável cliente até o advogado.

 

Leia mais na edição impressa desta sexta-feira (02) do Jornal de Brasília.

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